Registrado nas urnas como Coronel Rodrigues, Marcelo Rodrigues é filiado ao Partido Missão e concorre ao cargo de vice-governador na chapa com Marcelo Brigadeiro (Missão) nas Eleições 2026. Em entrevista ao NSC Total, citou seu período no Exército e a vontade de mudar a política de dentro para fora como destaques da entrevista.
Rodrigues é militar da reserva e tem mestrado em Operações Militares. Também é formado em Direito e atua como advogado desde abril de 2018, com foco no direito trabalhista, representando tanto empresas quanto trabalhadores, assim como execução cível, família e direito público. Esta será sua primeira eleição.
O quê da sua trajetória pública ou privada o credencia para assumir a vice-governadoria e um eventual governo em caso de ausência do governador?
Algumas situações vivenciadas por mim me credenciam para assumir a vice-governadoria de SC. Inicialmente, sou militar da reserva do Exército Brasileiro, estudei no Colégio Militar de Curitiba, Escola Preparatória de Cadetes do Exército e Academia Militar das Agulhas Negras, estudos que me credenciaram como oficial do Exército.
Ao longo da carreira fiz mestrado em Operações Militares e o curso de Gestão e Assessoramento de Estado-Maior pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, este último contou com uma pós-graduação em gestão
pública pela Universidade do Sul de Minas.
Dentre as atividades rotineiras de um quartel estão a gestão de pessoas, gestão de processos, gestão de materiais, ensino militar, desenvolvimento da liderança, entre outras. Ao longo destes anos também foram desenvolvidas aptidões para planejamento (operacional, logístico e estratégico), bem como a fiscalização na execução de atividades.
Agregando valor a minha formação, fiz o curso de Direito na Unoesc, e hoje atuo como advogado, que exerço desde abril de 2018, hoje como sócio da Giongo & Rodrigues Advogados, com atuação em direito trabalhista, representando tanto empresas quanto trabalhadores. Atuo também em execução cível, família e direito público.
Já na reserva e formado em Direito, fui assessor jurídico da Procuradoria Regional da Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina, lotado na Regional de São Miguel do Oeste, entre fevereiro de 2019 e março de 2021. Depois, entre junho de 2022 e maio de 2023, fui gestor da Escola Cívico-Militar de Maravilha, à frente da implantação e gestão da rotina cívico-militar de uma instituição pública.
Em seguida, entre maio de 2023 e fevereiro de 2025, atuei como assessor jurídico do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Regional (Conder) do Extremo-Oeste catarinense, trabalhando diretamente com licitações e contratos públicos sob a nova Lei de Licitações (Lei 14.133/21). Esta é minha formação e experiência profissionais que me ajudarão a exercer a função de vice-governador.
Por que o senhor resolveu colocar seu nome na disputa para o cargo de vice-governador? Quais foram as motivações?
Algumas situações me levaram a disputar um cargo político: primeiro a indignação com a situação do Brasil, que a muito tempo vem sendo vilipendiado por politiqueiros profissionais. Se queremos mudanças temos que parar de reclamar e participar do processo.
Uma vida servindo à Nação no Exército não se deixa para trás facilmente, e na reserva querendo uma situação melhor, entendi como um chamado a participar do processo por consciência e fé no meu país.
Com as duas convicções fortemente na minha vida apareceu a oportunidade: o convite da Missão e do Marcelo Brigadeiro. Já conhecia o Livro Amarelo e as propostas do partido, então aceitei a Missão.
O que o senhor agrega, eleitoral e politicamente, à chapa que nenhum outro nome agregaria?
Agrego toda a bagagem de experiências de vida que tenho como oficial do Exército, advogado e experiências na gestão pública de SC, e uma escolha que fiz: envelhecer e criar meus filhos no Oeste de SC, ou seja, agrego a vivência de mais de 20 anos no Oeste de SC.
Desta forma, com o Marcelo Brigadeiro do litoral e eu do Oeste, temos uma abrangência que o Estado precisa para ser completo, do litoral ao Extremo Oeste.
Qual será o seu papel na prática, na rotina de governo, caso a sua chapa seja eleita em 4 de outubro?
Esta é uma pergunta difícil, pois constitucionalmente existem três funções básicas: substituir o governador nos impedimentos e ausências, o que é temporário; suceder em caso de vacância, o que é definitivo, até o fim do mandato; e auxiliar nas missões que o governador decidir me delegar.
E, neste último ponto, ainda não conversamos sobre a possibilidade ou necessidade de eu assumir alguma secretaria. Esta será uma construção após a eleição. O que posso prometer é dedicação, estudo e busca do melhor para Santa Catarina.
Quais são as áreas prioritárias que o senhor vê que o próximo governador deve focar?
Nosso plano de governo foi construído com base no Livro Amarelo e a realidade da nossa Santa Catarina. Sem descurar do plano de governo, hoje vejo como prioridades algumas áreas (em ordem alfabética):
- Agroindústria: incentivo à agroindústria, reconhecendo potencial do Oeste do Estado e o papel de Santa Catarina como uma das lideranças agropecuárias do país;
- Educação: moralização e melhoria da educação, com gestão séria e foco em resultado;
- Empreendedorismo: incentivo ao empreendedor, simplificando a vida de quem gera emprego no Estado;
- Família: fortalecimento da família, como base social que sustenta qualquer projeto de desenvolvimento;
- Infraestrutura: infraestrutura logística, com atenção especial às rodovias que escoam a produção do interior, como a BR-163 e a BR-282, sem descurar dos gargalos que temos no litoral e em outros pontos de SC, como, por exemplo, o Morro dos Cavalos no Sul;
- Saúde pública: melhoria do sistema de saúde pública, com eficiência na ponta, onde o catarinense é atendido.
- Segurança pública: fortalecimento das forças de segurança pública, com valorização de quem arrisca a vida pela nossa e combate o crime organizado.
São frentes que conversam entre si: não existe agroindústria forte sem infraestrutura, nem segurança sem educação, nem desenvolvimento sem família estruturada.
Já discutiu com o seu candidato a governador a possibilidade de assumir alguma secretaria ou algum cargo do governo?
Ainda não, o foco agora é na eleição. Esta será a etapa após a eleição, verificando uma transição de governo e as necessidades de Santa Catarina.
Historicamente, alguns vices rompem com governadores em vários estados por divergências. Quais as garantias ao eleitor de que a chapa permanecerá unida por quatro anos?
Primeiro, reafirmo que nossa forma de fazer política é diferente, o que nos une é o ideal, são as propostas de mudança e o que enxergamos como correto. Impossível fazer qualquer promessa neste campo, porém um eventual rompimento só poderá ocorrer com o afastamento de convicções que hoje norteiam o nosso programa de governo.
Posso prometer apenas que diante de indícios de ilegalidade, de qualquer pessoa, inclusive alguém que eu conheça dentro do nosso próprio governo, o tratamento será apuração formal, encaminhada a quem tem competência para isso. Neste ponto eu não abro exceção para ninguém.
Quem são os candidatos ao governo de Santa Catarina
NSC Total apresenta série de entrevistas com os candidatos a vice-governador
A partir do dia 12 de setembro, o NSC Total trará diariamente entrevistas com os candidatos a vice-governador nas Eleições 2026. A reportagem ouviu os oito postulantes ao cargo para saber sobre o papel na campanha, quais as propostas caso a chapa seja eleita e como será o papel do vice-governador em caso de futuro governo.








