Perdeu a sabatina com Gelson Merisio (PSB), candidato ao governo de SC, no Jornal do Almoço? Confira na íntegra

Sabatina com Gelson Merisio (PSB) no Jornal do Almoço, na NSC TV, teve 30 minutos com perguntas dos cinco eixos do projeto SC Ainda Melhor

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Gelson Merisio (PSB) é candidato ao governo de SC pelo PSB (Foto: Filipe Mello, NSC Total)

O candidato a governador de Santa Catarina Gelson Merisio (PSB) participou de uma sabatina no Jornal do Almoço, da NSC TV, nesta sexta-feira (18). A entrevista teve duração de 30 minutos e questionou o postulante ao governo do Estado sobre propostas e assuntos que integram os cinco eixos escolhidos pelo público no projeto SC Ainda Melhor: infraestrutura para escoamento da produção, gestão do saneamento básico, segurança, população em situação de rua e educação.

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A sabatina foi comandada pelos apresentadores Raphael Faraco e Laine Valgas e transmitida para toda Santa Catarina a partir dos estúdios da NSC TV em Florianópolis.

Reveja a sabatina na íntegra

Reveja a sabatina no Jornal do Almoço pela Globoplay.

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Quem são os candidatos ao governo de SC

Gelson Merisio (PSB) foi o sexto entrevistado da série de sabatinas do Jornal do Almoço, da NSC TV. Antes dele, Lais Chaud (UP) foi a quinta entrevistada nesta quinta-feira. Marcelo Brigadeiro (Missão) foi entrevistado também nesta quinta-feira. Professor Marcus Sodré (PSTU) foi ouvido na quarta-feira (16), João Rodrigues (PSD) foi o segundo sabatinado, na terça-feira (15), e o candidato à reeleição Jorginho Mello (PL) foi entrevistado na segunda-feira (14). Os demais postulantes serão ouvidos ao longo da semana, também com exibição no Jornal do Almoço.

Infraestrutura

Gelson Merisio abriu a sabatina respondendo sobre infraestrutura e gargalos logísticos de rodovias no Estado. O candidato criticou o distanciamento entre o governador Jorginho Mello e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a retirada de rodovias estaduais de um pacote de concessões do governo federal. O candidato apontou o que deve ser prioridade em SC.

“O que nós temos que fazer aqui? Primeiro, é reencontrar Santa Catarina com o Brasil. Nós estamos há oito anos de costas para o governo federal. O Moisés, mesmo do mesmo partido do presidente eleito, brigou, nunca teve uma audiência com o presidente da República em quatro anos. O Jorginho nunca recebeu o presidente aqui, nunca pediu uma audiência. Isso é um desserviço para o Estado. Então, primeiro, tem que reencontrar o Estado com o Brasil. Segundo: nessas obras de infraestrutura há esse interesse nacional. Nós temos um setor portuário, que é da logística nacional. Ela é importante para o Brasil, não só para os catarinenses”, defendeu.

Voto em Bolsonaro em 2018

Merisio também respondeu sobre a declaração de voto em Jair Bolsonaro dada na eleição de 2018 e a mudança política que fez nos anos seguintes, aproximando-se do grupo de esquerda e do presidente Lula.

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“O Bolsonaro ficou quatro anos sem vir uma vez a Santa Catarina como presidente, nem receber o governador. Fora isso, teve uma condução na pandemia que permitiu que pessoas morressem. Foi uma tragédia. Politizaram um processo que era científico, que era médico. Chegou em 2022, não tinha como votar em Bolsonaro mais. E fui conhecer o presidente Lula. E passei a ser um admirador e um amigo. E eu acredito que seja recíproco”, afirmou, definindo a mudança como “evolução natural e salutar”.

Governabilidade

O candidato do PSB também respondeu como pretende governar em caso de vitória com uma possível composição da Assembleia Legislativa (Alesc) mais à direita.

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“Eu fui eleito três vezes Presidente da Assembleia, três vezes por unanimidade. Eu sei o que é importante para o deputado. Ele busca a reeleição dele, busca atender a comunidade. O governo Executivo é que tem que oferecer para ele as condições e mostrar claramente como é que ele atende melhor a sociedade. Se é pagando melhor o professor, se é fazendo concurso para o professor, se é duplicando o efetivo da Polícia Militar”, afirmou.

Segurança pública

Merisio também falou sobre propostas para a segurança pública. Ele criticou o baixo número de policiais na ativa na Polícia Militar e na Polícia Civil e defendeu o aumento do quadro de agentes para viabilizar medidas como a implantação de Delegacias da Mulher abertas 24 horas por dia.

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“Como é que você faz segurança pública com 9 mil policiais militares? Com 3 mil policiais civis? Como é que você tem uma delegacia de mulheres 24 horas por dia aberta se não tem policial para servir? Então, primeiro tem que aumentar o efetivo. E a forma de aumentar o efetivo rapidamente é você trazendo de volta primeiro os da reserva que podem ainda trabalhar no policiamento. Depois, uma programação de concursos”.

Violência contra a mulher

O candidato do PSB também falou sobre propostas para combate à violência contra a mulher.

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“Se você for buscar para receber as mulheres, nós temos policiais civis aposentadas que se o governo convocar e pagar o salário digno, voltam para receber as mulheres em todas as regiões do estado.”

Escala 6×1

O postulante ao governo de SC também defendeu o fim da escala 6×1 e a adoção da escala 5×2, que prevê cinco dias de trabalho por dois de descanso na semana. Ele considerou equivocado o posicionamento do setor empresarial de ser contra a medida.

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“Essa choradeira que tem agora, não tem nenhuma empresa que vai quebrar, nenhuma empresa que vai se inviabilizar. Ela vai repassar com o tempo, um pouco mais dificuldade no começo, mas vai ser repassado no produto e quem vai pagar é a sociedade. Quem tem mais, paga mais. Quem tem menos, paga menos. O que é justo”, defendeu.

Incentivos fiscais

Merisio também criticou a política atual de incentivos fiscais e defendeu uma revisão a fim de direcionar benefícios fiscais para determinadas regiões do Estado.

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“Se nós não tivermos uma política tributária diferenciada para regiões como Canoinhas, como Chapecó para cima, como a região Serrana… Se nós não tivermos um tratamento tributário diferenciado, a empresa que for ampliar ou se instalar, ela vem para o corredor da BR-101. O nosso modelo vai pro espaço. Para essas regiões tem que ter um tratamento tributário diferenciado”, sustentou.

Tarifa zero

O candidato também defendeu a adoção de tarifa zero no transporte coletivo, que, embora seja de competência principalmente de municípios, poderia ter uma contribuição dos estados, segundo avaliação do candidato.

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“Tem que ter um projeto em longo prazo com investimento público da União. Tem que ser construído. Mas sem projeto não se caminha”, afirmou.

Saneamento

Por fim, no encerramento da entrevista, Merisio defendeu a manutenção da Casan pública e o fortalecimento da empresa estatal para melhoria nos indicadores de saneamento básico de SC.

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“Fortalecer a Casan e investir pesado junto com o governo federal em saneamento básico”, defendeu.

Quem é Gelson Merisio

Gelson Luiz Merísio nasceu em Xaxim, no Oeste de Santa Catarina, em 14 de dezembro de 1966. Tem 60 anos e é empresário. Antes de ingressar na política, atuou na iniciativa privada. Nos últimos anos, também exerceu a função de conselheiro independente do Conselho de Administração da JBS S.A., uma das maiores empresas do setor de alimentos do mundo.

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Merísio iniciou a vida política em 1988, quando foi eleito vereador em Xanxerê. Em 2005, assumiu mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) enquanto integrava o antigo PFL, sendo reeleito em 2010 (pelo DEM) e em 2014 (pelo PSD). Ao longo da carreira parlamentar, presidiu a Casa em dois períodos: entre 2010 e 2012 e entre 2015 e 2016.

Em 2018, disputou pela primeira vez o governo de Santa Catarina, então pelo PSD. Liderou a votação no 1º turno, com 31,12% dos votos válidos, mas foi derrotado no 2º turno por Carlos Moisés, então no PSL, terminando a disputa com 28,91% dos votos válidos. Após apoiar Jair Bolsonaro em 2018, aproximou-se de partidos de esquerda durante as eleições de 2022, quando coordenou a campanha de Décio Lima (PT) ao governo de Santa Catarina. Depois de deixar o Solidariedade, filiou-se ao PSB, legenda pela qual disputa o governo estadual em 2026.