Registrada nas urnas como Professora Taty, Tatiane Pasdiora é filiada ao PSTU e candidata a vice-governadora na chapa com Professor Marcus Sodré (PSTU) nas Eleições 2026. Em entrevista ao NSC Total, citou o combate à violência contra as mulheres e a valorização dos servidores públicos como as principais bandeiras da campanha ao governo estadual.
Tatiane atua como professora no Ensino Fundamental, e também é socióloga e neuropsicopedagoga. Filiada ao PSTU desde 2018, tem uma trajetória política comprometida com a independência de classe e com um projeto socialista, colocando a luta dos trabalhadores no centro da política, segundo ela.
O quê da sua trajetória pública ou privada a credencia para assumir a vice-governadoria e um eventual governo em caso de ausência do governador?
Minha trajetória como professora, servidora pública e mulher trabalhadora me credencia por conhecer de perto a realidade e as necessidades da classe trabalhadora. Minha atuação sempre esteve ligada à defesa da educação, dos serviços públicos e dos direitos dos trabalhadores e principalmente das mulheres. Como candidata do PSTU, não apresento um projeto pessoal de poder, mas um projeto coletivo. Estou preparada para assumir a vice-governadoria e, se necessário, o governo do Estado, defendendo os interesses da maioria da população e enfrentando os privilégios dos ricos e poderosos.
Porque a senhora resolveu colocar seu nome na disputa para o cargo de vice-governadora? Quais foram as motivações?
Coloquei meu nome à disposição porque acredito que a política precisa estar a serviço da classe trabalhadora e não dos ricos e poderosos. Como mulher, professora e trabalhadora, conheço de perto as dificuldades enfrentadas pela nossa população. Sei o que é trabalhar 12 horas por dia, enfrentar transporte público, estar vulnerável a violência de gênero e muitas vezes chegar ao final do mês sem ter todas as contas pagas. Minha motivação é ajudar a construir, junto com os trabalhadores, uma alternativa socialista, defendendo educação, saúde, salários dignos, direitos e serviços públicos. Não é um projeto pessoal de poder, mas uma ferramenta para fortalecer a luta e a organização da classe trabalhadora.
O que a senhora agrega eleitoral e politicamente à chapa que nenhum outro nome agregaria?
Acredito que agrego à chapa a força de uma mulher trabalhadora, professora e defensora dos serviços públicos. Trago para a campanha a voz das mulheres, dos trabalhadores da educação e de quem vive diariamente a realidade da classe trabalhadora. Politicamente, agrego uma atuação comprometida com a independência de classe e com um projeto socialista, colocando a luta dos trabalhadores no centro da política. Mas tenho certeza de que qualquer camarada do partido tem condições de estar a frente de uma candidatura a vice-governador.
Qual será o seu papel na prática, na rotina de governo, caso a sua chapa seja eleita em 4 de outubro?
Meu papel será atuar diretamente na defesa dos trabalhadores e dos serviços públicos, acompanhando de perto as áreas essenciais e cobrando que o governo cumpra seu compromisso com a população. Quero estar junto dos trabalhadores, ouvindo suas demandas e ajudando a transformar suas lutas em políticas públicas. No governo do PSTU, a participação e a organização popular serão fundamentais para orientar as decisões.
Quais são as áreas prioritárias que a senhora vê que o próximo governador deve focar?
As prioridades devem ser a educação e a saúde públicas, a valorização dos servidores e dos salários, a geração de empregos com direitos, a moradia e principalmente o combate à violência contra as mulheres, pois nosso Estado tem se tornado bem violento para as mulheres. Também precisamos investir em assistência social, transporte, saneamento e prevenção às enchentes. Para o PSTU, o orçamento do Estado deve atender às necessidades da população, e não aos interesses dos grandes empresários.
Já discutiu com o seu candidato a governador a possibilidade de assumir alguma secretaria ou algum cargo do governo?
Não. Nossa candidatura não está sendo construída em torno da distribuição de cargos ou secretarias. Estamos discutindo um projeto político e um programa de governo. Se formos eleitos, as funções serão definidas de acordo com as necessidades da população e com pessoas comprometidas com esse projeto, sempre priorizando os interesses da classe trabalhadora.
Historicamente, alguns vices rompem com governadores em vários estados por divergências. Quais as garantias ao eleitor de que a chapa permanecerá unida por 4 anos?
A principal garantia é o compromisso político e programático que estamos assumindo juntos. Nossa chapa não é baseada em interesses pessoais ou na disputa por cargos, mas em um projeto coletivo do PSTU. Divergências podem existir, mas serão discutidas com transparência e sempre tendo como prioridade os interesses da classe trabalhadora. O nosso compromisso é com o programa que apresentamos à população e com aqueles que nos elegerem.
Quem são os candidatos ao governo de Santa Catarina
NSC Total apresenta série de entrevistas com os candidatos a vice-governador
A partir deste sábado (12), o NSC Total trará diariamente entrevistas com os candidatos a vice-governador nas Eleições 2026. A reportagem ouviu os oito postulantes ao cargo para saber sobre o papel na campanha, quais as propostas caso a chapa seja eleita e como será o papel do vice-governador em caso de futuro governo.








