Carlos Nantes Bolsonaro, de 43 anos, foi oficializado pelo PL como candidato ao Senado nas Eleições 2026. A candidatura foi confirmada em 1º de agosto, durante convenção da sigla feita na Arena Opus, em Florianópolis. O ex-prefeito de São Lourenço do Oeste, Rafael Caleffi (PL), e o pastor Balduino Rodrigues (PL), ambos do PL, compõem a chapa como 1º suplente e 2º suplente, respectivamente.
O candidato é formado em Ciências Aeronáuticas pela Universidade Estácio de Sá e foi vereador do Rio de Janeiro por sete mandatos consecutivos, entre 2001 e 2025. Esta é a primeira vez que ele tenta ser senador da República.
Quem é Carlos Bolsonaro
Carlos Nantes Bolsonaro, de 43 anos, nasceu em 7 de dezembro de 1982, em Resende, no sudoeste do Rio de Janeiro. É formado em Ciências Aeronáuticas pela Universidade Estádio de Sá. Chegou a cursar um semestre de Direito, mas não seguiu na formação. Profissionalmente, no entanto, Carlos Bolsonaro atuou durante 24 anos como vereador no Rio de Janeiro (RJ).
Carlos é o filho “02” do ex-presidente Jair Bolsonaro e apontado como o responsável pelas campanhas do pai nas redes sociais até chegar à Presidência da República, em 2018.
Trajetória política de Carlos Bolsonaro
Carlos Bolsonaro concorreu ao cargo de vereador no Rio pela primeira vez em 2000, à época ainda com 17 anos. Alçado à candidatura pelo pai, Jair Bolsonaro, para enfrentar a sua mãe Rogéria Bolsonaro, que era vereadora e buscava a reeleição, mas estava em processo de separação de Jair, Carlos foi eleito para a Câmara carioca. Permaneceu no cargo durante sete mandatos consecutivos, até dezembro de 2025, quando renunciou e mudou o domicílio eleitoral para São José (SC), na Grande Florianópolis, já com a intenção de concorrer ao Senado pelo Estado nas eleições deste ano.
A maior votação para vereador foi alcançada justamente na última eleição, em 2024, quando obteve 130 mil votos e foi o mais votado da cidade, com mais que o dobro do segundo colocado. Nesses 24 anos, Carlos nunca concorreu a outros cargos como deputado federal ou estadual, espaços que foram ocupados pelos irmãos Flávio e Eduardo, por exemplo. Foi filiado aos partidos PPB, PTB, PSC e Republicanos antes de se filiar ao PL, partido que já abrigava Jair Bolsonaro e os outros filhos do ex-presidente, em 2024.
Quem são os suplentes
O 1º suplente de Carlos Bolsonaro na corrida ao Senado é o ex-prefeito de São Lourenço do Oeste, Rafael Caleffi (PL). Formado em Direito e especializado na área tributária, Caleffi foi vereador de São Lourenço do Oeste entre 2009 e 2012 e prefeito por dois mandatos, entre 2017 e 2023. Renunciou ao cargo para se dedicar à iniciativa privada, mas no início de ano havia anunciado uma pré-candidatura a deputado estadual.
O 2º suplente de Carlos Bolsonaro é o pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular Balduino Rodrigues (PL), de Joinville. Ele é natural de Vacaria (RS), tem 71 anos e preside o grupo religioso em SC. Em 2002, ele foi candidato a deputado federal pelo PTB, recebeu 42,8 mil votos, mas não foi eleito e permaneceu como suplente. Em 2006, tentou novamente chegar à Câmara dos Deputados, recebeu 34 mil votos, mas novamente não ficou entre os 16 eleitos.
Quais partidos apoiam a candidatura
A candidatura de Carlos Bolsonaro tem o apoio do PL e dos outros oito partidos aliados na coligação Fé no Trabalho e Pé na Tábua: Novo, Republicanos, Podemos, federação PSDB/Cidadania, DC, Avante e Agir. A aliança tem como candidato ao governo de SC o atual governador Jorginho Mello (PL). Entre os aliados de maior expressão está o próprio irmão, Flávio Bolsonaro (PL), candidato a presidente e que recebeu declarações de apoio durante a convenção do partido em SC, no início de agosto.
Qual é o patrimônio declarado de Carlos Bolsonaro
O patrimônio declarado por Carlos Bolsonaro à Justiça Eleitoral é de R$ 2.784.065,08. A maior parte é formada por investimentos (R$ 1,9 milhão), depósito em conta corrente (R$ 463 mil), além de dois carros, duas motos e participação em empresas. O valor é 42% superior ao registrado pelo candidato na campanha para vereador em 2024, quando informou patrimônio de R$ R$ 1.982.689,43.
Investigações ou controvérsias
Carlos Bolsonaro já foi alvo de operações da Polícia Federal como a Vigilância Aproximada, deflagrada em janeiro de 2024 e que apurava a suposta existência do chamado “gabinete do ódio” e da “Abin Paralela”, órgão paralelo de inteligência que monitoraria adversários políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o mandato dele.
Na ocasião, foi alvo de um mandado de busca e apreensão em endereços ligados a ele. O então vereador reagiu meses depois, ao ser indiciado, classificando a operação como um ato de perseguição política.
Perfil de Carlos Bolsonaro
- Nome completo: Carlos Nantes Bolsonaro
- Idade: 43 anos
- Naturalidade: Resende (RJ)
- Profissão: gestor aeronáutico e ex-vereador
- Partido: PL
- Coligação: Fé no Trabalho e Pé na Tábua (PL, Novo, Republicanos, Podemos, federação PSDB/Cidadania, DC, Avante e Agir).
- Candidatos a vice: Rafael Caleffi, PL (1º suplente) e Balduino Rodrigues, PL (2º suplente).
- Patrimônio declarado: R$ 2.784.065,08
Veja quem são todos os candidatos ao Senado por SC
Como serão eleitos os senadores em 2026
O Senado Federal possui 81 integrantes, sendo três representantes de cada Estado e do Distrito Federal. Nas Eleições 2026, duas das três cadeiras de cada unidade da Federação estarão em disputa. Cada eleitor poderá votar em dois candidatos diferentes, e os dois mais votados serão eleitos, sem 2º turno.
O mandato de senador dura oito anos, e cada candidato concorre com dois suplentes, que podem assumir o cargo em caso de afastamento, licença, renúncia ou morte do titular.
O que faz um senador
O senador representa o Estado no Congresso Nacional. Entre suas funções estão propor, discutir e votar leis, emendas à Constituição e o orçamento federal, além de fiscalizar o governo.
O Senado também analisa projetos aprovados pela Câmara, participa de comissões e CPIs e decide sobre indicações para cargos como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), procurador-geral da República (PGR) e dirigentes do Banco Central. Os senadores também julgam processos de impeachment nos casos previstos pela Constituição.













