Eleitor de Lula morre 11 dias após ser baleado enquanto comemorava vitória do presidente nas eleições em SC: “Sociedade está doente”

Vilson Delvoss, de 51 anos, foi atingido por tiros na região do peito e na perna

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Vilson Delvoss ficou internado por mais de 10 dias, mas não resistiu aos ferimentos (Foto: Arquivo Pessoal e Anderson Barbosa, Flickr PT)

Morreu, 11 dias após ser baleado, o eleitor do Lula (PT), Vilson Delvoss, de 51 anos. A vítima foi atingida por tiros enquanto comemorava a vitória do presidente eleito na noite do dia 25 de outubro, em Porto União, cidade do Planalto Norte de SC. A morte de Vilson foi confirmada na quinta-feira (5).

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“Infelizmente, parte da sociedade está doente ao apoiar e votar em quem promove o ódio contra a esquerda. Esse ódio se manifesta em agressão, violência e muitas vezes em homicídio”, publicou nas redes sociais um amigo de Vilson.

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O caso de homicídio teve início às 21h30min. A Polícia Militar foi acionada após duas pessoas serem atingidas por tiros na área industrial da cidade. Conforme a PM, no local, havia muitas pessoas e duas vítimas tinham sido encaminhadas pelo Corpo de Bombeiros Militares ao Hospital São Brás. 

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De acordo com o relato de  testemunhas à PM, Vilson comemorava o resultado das eleições presidenciais na rua quando um outro homem se aproximou e atirou contra ele, atingindo a vítima e mais um homem. Vilson foi baleado na região do peito e da perna, e a outra vítima, no braço esquerdo. 

Após a troca de informações entre as polícias militares de Porto União e Canoinhas, o autor foi abordado. Uma arma de fogo, possivelmente utilizada no crime, foi encontrada dentro de um carro. O suspeito foi conduzido à delegacia. A Polícia Civil não retornou o contato da NSC para saber mais detalhes da investigação.

Nas redes sociais, amigos se manifestaram após a morte de Vilson. “Que a justiça seja feita e a punição venha com o rigor da lei ao bandido. Jamais poderemos admitir a violência política contra alguém, independente de partido político. Na democracia, quem ganha comemora, quem perde fica triste e deve aceitar o resultado respeitando os adversários”, disse um amigo de Vilson.

O deputado federal Pedro Uczai (PT) também publicou uma nota nas redes sociais. “Delvoss não nos deixou por causas naturais. Foi vítima de uma doença que tem afetado o Brasil inteiro e que, nestas eleições, atingiu níveis alarmantes de ódio e violência política: o bolsonarismo. […] Não podemos permitir que o ódio político continue fazendo vítimas e destruindo famílias que apoiaram o presidente Lula. Queremos Justiça”, publicou.

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