O envelhecimento acelerado da população alterou profundamente a geografia eleitoral do Brasil e reduziu em 22% a presença de jovens entre 16 e 24 anos nas urnas nos últimos 16 anos. Com isso, estados do Sul e Sudeste, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, passaram a concentrar hoje os eleitores mais idosos do Brasil. Enquanto isso, a juventude votante passou a marcar presença proporcionalmente em estados das regiões Norte e Nordeste, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Estados com o eleitorado mais velho do país
As regiões Sul e Sudeste abrigam os menores percentuais de jovens com idade entre 16 e 24 anos:
- Rio Grande do Sul: 9% de jovens (estado com a população eleitoral mais idosa do país).
- Rio de Janeiro: 10% de jovens.
- Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Espírito Santo: 11% de jovens cada um.
Estados com maior proporção de eleitores jovens
A juventude eleitoral concentra-se com maior força proporcional nas regiões Norte e Nordeste:
- Roraima, Acre, Amapá e Amazonas: 18% de jovens
- Maranhão: 17% de jovens
- Pará e Tocantins: 16% de jovens
O que mudou no total de eleitores em 16 anos?
O grupo de 16 a 24 anos caiu de 24,7 milhões em 2010 para 19,2 milhões em 2026, representando um recuo de 22% em números absolutos e caindo de 18,2% para 12,5% do total de eleitores do país.
O eleitorado jovem de 16 e 17 anos (voto facultativo) registrou índice de comparecimento de 82,9% no último pleito, superando os 78,5% registrados na faixa obrigatória de 18 a 24 anos.
A faixa com 60 anos ou mais disparou 74% no mesmo período, somando mais de 36,8 milhões de brasileiros aptos a votar. O comparecimento nas urnas também cresceu, subindo de 21,02% para 23,60%.
FOTOS: Como um candidato ganha no primeiro turno
*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.










