Em meio à polêmica sobre suspensão de talk show, Trump diz que Jimmy Kimmel “não tem talento”

Talk show "Jimmy Kimmel Live!" foi suspenso após decisão da rede norte-americana ABC

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Suspensão gerou muita repercussão entre figuras públicas, o que levou a uma discussão sobre censura e liberdade de expressão no governo Trump (Foto: Divulgação)

O presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, afirmou durante uma coletiva de imprensa, nesta quinta-feira (18), que o apresentador Jimmy Kimmel foi supostamente demitido por dizer “algo terrível” sobre Charlie Kirk, ativista político assassinado na última semana. As informações são da Folha.

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O talk show “Jimmy Kimmel Live!” foi suspenso nesta quarta-feira (17) após decisão da rede norte-americana ABC. O apresentador havia feito comentários sobre a morte de Charlie Kirk durante um monólogo do programa, afirmando que o assassino seria um republicano, apoiador de Trump.

A suspensão gerou muita repercussão entre figuras públicas, o que levou a uma discussão sobre censura e liberdade de expressão no governo Trump. Com a repercussão, o presidente norte-americano se manifestou sobre o assunto durante uma coletiva de imprensa ao lado do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer.

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Veja fotos do caso de Charlie Kirk

— [Kimmel] foi demitido porque, acima de tudo, ele tinha números de audiência ruins e porque ele disse algo horrível sobre um grande homem conhecido como Charlie Kirk. Ele tinha números de audiência ruins e eles deveriam ter demitido ele há muito tempo. Você pode chamar o que ele fez de liberdade de expressão ou não. Ele foi demitido por falta de talento — declarou o presidente dos EUA.

Charlie Kirk foi assassinado no começo da última semana. O suspeito, Tyler Robinson, de 22 anos, foi detido após uma perseguição de 33 horas, na última sexta-feira (12).

Suspensão do talk show gerou repercussão entre políticos dos EUA

A suspensão do talk show também foi comentada por políticos norte-americanos.

“Comprar e controlar plataformas de mídia. Demitir comentaristas. Cancelar programas. Não são coincidências. É coordenado. E é perigoso. O @GOP não acredita na liberdade de expressão. Eles estão censurando você em tempo real”, escreveu o governador da Califórnia, Gavin Newsom.

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“Todos em todo o espectro político deveriam se manifestar para impedir o que está acontecendo com Jimmy Kimmel. Trata-se de proteger a democracia. Isso deve ir a tribunal (…) a América deveria ser um bastião da liberdade de expressão”, escreveu o senador democrata Chuck Schumer.

Assassinato de Charlie Kirk

Charlie Kirk era ativista político e aliado próximo do presidente Donald Trump. A morte dele gerou forte repercussão entre apoiadores conservadores e autoridades locais. Durante as investigações, os agentes encontraram mensagens gravadas em quatro cartuchos de bala usados no crime.

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Segundo depoimento apresentado pelas autoridades, uma das inscrições dizia: “Ei, fascista! Pegue”, seguida por uma sequência de setas direcionais, aparentemente uma referência a comandos de jogos eletrônicos que ativam bombas. Outra mensagem dizia: “Se você ler isso, você é gay, lol”, usando a sigla em inglês para “rindo muito”.

As autoridades ainda não divulgaram o motivo exato do ataque, mas o conteúdo das mensagens sugere uma possível motivação ideológica ou provocativa.

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Suspeito foi preso

Tyler Robinson, de 22 anos, foi detido após uma perseguição de 33 horas. Ele foi preso na casa dos pais na última sexta-feira (12), a cerca de 420 quilômetros do local do crime, que ocorreu durante um evento com 3 mil pessoas na Universidade Utah Valley, na cidade de Orem. Robinson é acusado de homicídio qualificado, disparo de arma de fogo com lesão corporal grave e obstrução da Justiça.

A rede social Discord confirmou que está colaborando com o FBI e autoridades locais, fornecendo dados sobre as atividades online do suspeito. Embora a plataforma afirme não ter encontrado indícios de planejamento do crime, as mensagens revelam que Robinson se tornou mais político nos últimos anos e já havia criticado publicamente Charlie Kirk.

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O governador de Utah, Spencer Cox, afirmou que o motivo do crime ainda está sob investigação, mas indicou que Robinson parece ter uma “ideologia esquerdista”. O caso segue em investigação pelas autoridades federais e estaduais.

*Sob supervisão de Luana Amorim

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