A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), candidata à reeleição, adiou sua ida à seção eleitoral neste domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições 2026, depois de receber uma ameaça de morte por e-mail.
Segundo a parlamentar, ela se preparava para sair de casa quando a mensagem chegou. No texto, o autor afirma conhecer dados pessoais e o endereço da deputada e escreve que ela será morta em breve. O e-mail também traz ataques transfóbicos e menciona um “banho de sangue”.
A deputada registrou boletim de ocorrência, no qual consta que a mensagem chegou às 10h26 deste domingo. Por segurança, ela adiou o horário da votação. A assessoria informou que Erika Hilton vai votar ainda neste domingo, acompanhada de equipe de proteção.
Investigação pedida
A parlamentar solicitou às autoridades a abertura de investigação para identificar e responsabilizar criminalmente o autor da mensagem.
O que se sabe até agora é que o e-mail foi enviado por meio de um serviço de mensagens voltado à privacidade, que dificulta o rastreamento da origem da comunicação. Não há, por enquanto, autoria estabelecida pelas autoridades.
O que diz a lei
Ameaçar alguém de causar mal injusto e grave é crime previsto no artigo 147 do Código Penal, com pena de detenção de um a seis meses, ou multa, e a ação depende de representação da vítima.
Quando a ameaça tem como alvo uma candidata, em razão de sua condição de mulher, o caso também pode ser enquadrado na Lei nº 14.192/2021, que criminaliza a violência política contra a mulher e prevê pena maior, de um a quatro anos de reclusão, além de multa. A mensagem com conteúdo transfóbico pode ainda configurar outros crimes, conforme a apuração.
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