Possíveis quedas de energia elétrica no dia da eleição não paralisam a votação e nem fazem você perder a viagem ao colégio eleitoral. Diante de um apagão, o primeiro receio de muitos eleitores pode ser de suspensão do pleito. No entanto, nos bastidores da Justiça Eleitoral, a falta de luz é tratada como evento de rotina. Caso isso ocorra, há uma logística silenciosa e bem estruturada que entra em ação para garantir o voto. Isso envolve, por exemplo, baterias de longa duração e urnas de contingência.
FOTOS: O plano “anti-apagão” no dia da eleição
Autonomia de sobra dentro do equipamento
A primeira linha de defesa contra apagões é o próprio hardware da urna eletrônica. O equipamento funciona perfeitamente fora da tomada, sem depender da energia da sala de aula.
As urnas contam com baterias internas capazes de manter a máquina em pleno funcionamento por até 12 horas. Como o período de votação vai das 8h às 17h (9 horas de duração), a bateria sozinha cobre todo o expediente com margem de sobra.
Baterias reserva e envio de geradores
Se a energia elétrica demorar a retornar e a carga interna der sinais de esgotamento, o protocolo local aciona a segunda fase da contingência. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da região disponibiliza baterias externas de substituição direta, enviadas por equipes de apoio do cartório eleitoral.
Em zonas eleitorais mais isoladas ou de difícil acesso, comuns em regiões de serra ou no litoral catarinense, as equipes mantêm parcerias estratégicas com concessionárias de energia e contam com geradores de prontidão para garantir a iluminação dos prédios.
O que acontece se a urna precisar ser trocada?
Se o problema no local não for apenas a falta de luz, mas uma falha no próprio equipamento, o TRE utiliza as chamadas “urnas de contingência”. Tratam-se de máquinas reserva mantidas sem dados, prontas para entrar em campo.
Os dados dos eleitores e os votos já registrados até aquele instante ficam salvos em um cartão de memória blindado. O mesário transfere essa mídia para a nova urna e a votação é retomada do exato ponto em que parou, sem perda de nenhum voto.
Votação com cédula de papel é a última alternativa
A tradicional votação em papel, com urnas de lona e cédulas impressas, ainda existe na legislação, mas tornou-se um cenário extremamente raro no estado. O uso de papel só ocorre se todas as alternativas tecnológicas de contingência falharem sucessivamente na mesma seção.
Aos eleitores, a orientação principal em dias de temporal ou instabilidade na rede elétrica é simples: siga com segurança para o seu local de votação. A estrutura das seções é blindada para operar mesmo no escuro, garantindo o seu direito de votar.
*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.




