Flávio Bolsonaro impõe condições a Lula para abrir sigilos e pede inclusão de Janja e Instituto Lula

Na terça-feira (20), Lula protocolou um documento no TSE declarando "autorizar" a abertura de seus sigilos e de seus familiares, condicionando o ato à reciprocidade do adversário

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Senador e candidtao a presidente Flávio Bolsonaro (PL), protocolou nesta terça-feira (21) uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) respondendo ao desafio do presidente Lula (PT) (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou, nesta quarta-feira (21), uma petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em que impõe uma série de condições para autorizar a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos.

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Em resposta ao desafio do presidente Lula (PT), Flávio cobra a abertura de informações de pessoas próximas ao presidente, além do Instituto Lula e do cartão corporativo da primeira-dama, Janja da Silva.

Durante agenda em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, Flávio também exigiu a divulgação dos dados do ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

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Agora segura aí marginal. Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone, sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?

“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, acrescentou Flávio.

Quais as condições de Flávio

No documento, endereçado ao ministro André Mendonça, Flávio condiciona o levantamento de dados a exigências que abrangem tanto o período em que Lula exerceu mandatos anteriores quanto a atual gestão federal.

  • Sigilos do passado e de assessores próximos: apresentação de termos de autorização de quebra de sigilo de assessores, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, o “Marcola”, ex-chefe de gabinete.
  • Empresas de familiares e sócios: abertura de contas e sigilos de empresas ligadas a familiares do presidente, incluindo sociedades do filho Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, negócios recentes no exterior, empresas de outros filhos, além do Instituto Lula e da empresa L.I.L.S. Palestras desde o ano de 2003.
  • Caso Master: divulgação integral de registros de visitantes no Palácio do Planalto e detalhes da reunião mantida entre Lula e Vorcaro em dezembro de 2024.
  • INSS: esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, registros de suas entradas em palácios presidenciais e voos na Força Aérea Brasileira (FAB), e a quebra de sigilo do sindicalista Frei Chico, irmão de Lula.
  • Cartão corporativo: abertura de todos os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde janeiro de 2023, de agendas da primeira-dama, Janja, e registros sobre visitas de familiares e uso de helicópteros oficiais.

Lula pediu abertura de sigilos familiares

Na terça (20), Lula protocolou um documento no TSE declarando “autorizar” a abertura de seus sigilos e de seus familiares, condicionando o ato à reciprocidade do adversário. O presidente é pai de cinco filhos, Lulinha, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio, e casado com Janja.

Como foi o desempenho dos candidatos à Presidência no 1º turno

*Com informações da CNN e do g1.