Quem assume a Fazenda se Flávio Bolsonaro vencer? Veja os cotados para a equipe econômica

Nomes do mercado, lideranças do agronegócio e aliados políticos entram na bolsa de apostas para compor a equipe econômica do canditato do PL; saiba quem pode assumir

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Campanha de Flávio Bolsonaro (PL) inicia articulação de nomes para o Ministério da Fazenda e equipe econômica no 2º turno das Eleições 2026. Anúncios oficiais aguardam o resultado das urnas (Foto: Banco de Imagens)

A articulação de nomes para o Ministério da Fazenda e para a equipe econômica mobiliza os bastidores da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) após sua classificação para o segundo turno das eleições de 2026. As sondagens envolvem executivos do mercado financeiro, lideranças do agronegócio e ex-gestores federais. A confirmação dos nomes, porém, dependerá de uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.

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A reestruturação administrativa pretendida pela campanha prevê reduzir o primeiro escalão dos atuais 39 para 27 ministérios. A coordenadora econômica do plano de governo, Daniella Marques, projeta um enxugamento ainda mais severo, variando entre 20 e 25 pastas para dar agilidade à gestão.

Quais os nomes mais cotados para a disputa pelo comando do Ministério da Fazenda

O ministério da Fazenda desponta como o pilar mais cobiçado da arquitetura governamental. O ex-codiretor executivo do Credit Suisse no Brasil, Marcelo Kayath, e o executivo do Bank of America Alexandre Bettamio figuram entre as opções do setor privado. Kayath nega conversas diretas sobre cargos, enquanto a vinda de Bettamio exige liberação em trâmites internos do banco.

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Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, figura nas bolsas de apostas, mas perdeu força política após ser citado no caso Banco Master. O economista Mansueto Almeida e o ex-presidente do BNDES, Gustavo Montezano, completam o grupo de nomes lembrados para liderar a política fiscal.

Veja os nomes cotados para os ministérios

  • Fazenda: Marcelo Kayath, Alexandre Bettamio, Roberto Campos Neto, Mansueto Almeida e Gustavo Montezano. O grupo reúne executivos do mercado financeiro e ex-gestores fiscais.
  • Planejamento: Adolfo Sachsida, ex-ministro, economista e integrante da campanha.
  • Agricultura: Pedro Lupion, presidente da FPA, e Mauro Mendes, governador de Mato Grosso.
  • Minas e Energia: Adriano Pires, especialista em infraestrutura, e Mauro Mendes, liderança política.
  • Relações Exteriores: Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).
  • Desenvolvimento (MDIC): Flávio Roscoe, liderança industrial de Minas Gerais.
  • Superministério Social: Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e assessora econômica.
  • Saúde: Cláudio Lottenberg, médico e gestor hospitalar, já confirmado para o cargo.

Cotados para Planejamento e Infraestrutura

Adolfo Sachsida desponta como o principal cotado para ministro da Fazenda entre a ala teórica da campanha, mas interlocutores indicam seu nome com prioridade para o Ministério do Planejamento e Orçamento. Sachsida integra o núcleo econômico do candidato desde agosto e defende um choque de desregulamentação.

Na última quinta-feira (8), ao negar a informação de que o senador Flávio Bolsonaro pretende reduzir a correção de aposentadorias e benefícios sociais, indicou que integrará o eventual mandato. “Nós iremos fortalecer os programas sociais”, disse. “Vamos reduzir impostos, vamos reduzir burocracia, vamos facilitar a sua vida.”

Já Adriano Pires consolida favoritismo absoluto para o ministério de Minas e Energia. Coordenador do plano de infraestrutura energética da candidatura, Pires atrai forte simpatia do setor produtivo e surge também como alternativa para a presidência da Petrobras.

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Pontes para o Agro e Relações Exteriores

O ministério da Agricultura deve ter indicação direta da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Pedro Lupion, presidente da FPA, ganhou força decisiva após a bancada formalizar apoio à candidatura. O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, surge como alternativa, embora interlocutores apontem sua preferência pela área de Minas e Energia.

Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), aparece como o nome mais forte para o Ministério das Relações Exteriores. A nomeação de Azevêdo atende a pedidos do agronegócio por uma diplomacia focada na abertura de mercados internacionais.

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Desenho para Indústria e Área Social

Flávio Roscoe, ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), lidera as cotações para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A articulação envolve empresários e políticos mineiros em busca de representatividade regional.

Daniella Marques articula a criação de um superministério social ampliado. A nova estrutura deve incorporar a pasta das Mulheres e a gestão de obras federais de impacto comunitário.

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Flávio Bolsonaro avalia anunciar ministros antes do fim do segundo turno

O Dr. Cláudio Lottenberg permanece como o único nome formalmente anunciado entre os ministros de Flávio Bolsonaro. Durante a sabatina de Flávio Bolsonaro ao Jornal Nacional, em agosto, o médico recebeu o convite para assumir o Ministério da Saúde, que foi aceito por ele posteriormente.

Embora o senador Flávio Bolsonaro (PL) tenha criticado publicamente quem promete ministérios em seu nome, a articulação por cargos em um eventual governo ganhou força após o apoio de partidos do Centrão à sua candidatura. Nos bastidores, o candidato já avalia antecipar o anúncio de dois ou três ministros antes do segundo turno, com a intenção de reforçar o perfil técnico da equipe.

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As siglas Republicanos, União Brasil e PP estão entre as que reivindicam espaço no futuro governo, com pedidos de indicação para ministérios, segundo a Folha de S. Paulo. A movimentação pressiona a campanha a conciliar a distribuição de cargos no Executivo com a escolha de nomes técnicos e a formação de uma base de apoio no Congresso.

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