A veiculação de uma gravação realizada pelo governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho (Republicanos), reacendeu discussões sobre a dimensão e o custo da infraestrutura mantida pelo Senado Federal para abrigar e transportar seus integrantes em Brasília. No material, ele percorre cômodos de um apartamento funcional no Distrito Federal (DF) e expõe o volume de recursos públicos para manutenção de benefícios parlamentares.
Tour por apartamento de luxo em Brasília
O imóvel exibido no vídeo dispõe de quatro quartos, três banheiros espaçosos, ampla sala de estar, cozinha montada e dependência de serviço. O conteúdo aponta que intervenções e reformas estruturais nos apartamentos também podem ser financiadas com recursos da União.
A crítica enfatiza ainda a possibilidade de substituição do imóvel pelo recebimento contínuo de auxílio-moradia, benefício disponível a todos os senadores que optarem por não ocupar as residências oficiais.
Frota de SUVs custa R$ 796,5 mil por mês
Além do segmento imobiliário, o levantamento expôs os valores envolvidos na locação de veículos oficiais para o uso dos congressistas em Brasília.
A frota terceirizada à disposição do Senado consome R$ 796,5 mil a cada mês, cifra que supera em mais de 100% o montante do contrato anterior, fixado em R$ 377,8 mil mensais.
Os automóveis colocados à disposição incluem modelos novos dos utilitários Chevrolet Equinox nas versões Activ e RS Turbo de 177cv, ano 2025, e minivans adaptadas da fabricante JAC Motors, modelo T8, acompanhados de combustível e serviços de segurança.
Apenas cinco senadores abriram mão do benefício
A utilização da frota e das regalias associadas ao transporte oficial não é homogênea entre os membros do Legislativo. Um grupo reduzido de cinco senadores abdicou oficialmente do direito ao uso dos automóveis alugados pelo Senado no período: Confúcio Moura (MDB-RO), Eduardo Girão (Novo-CE), Jorge Kajuru (PSB-GO), Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e o próprio Cleitinho (Republicanos-MG).
Embora a concessão de moradia e o uso de transporte oficial estejam previstos em lei para a atividade parlamentar, os gastos expressivos frequentemente são alvos de questionamentos. No caso da nova frota do Senado, o aumento de valores chegou a motivar representações e pedidos de investigação por viabilidade econômica e razoabilidade.
*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.
