“Já trabalhei limpando banheiro”: Zambelli abre nova vaquinha para se manter na Itália após ter campanha suspensa

Com nome na lista da Interpol, ex-deputada afirma que não consegue trabalhar, pois seria necessário abrir conta bancária no país

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Carla Zambelli lança nova vaquinha após plataforma suspender campanha (Foto: Reprodução, Redes sociais)

A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP)  afirmou que a plataforma de pagamentos cancelou a comunidade que ela havia lançado para arrecadar dinheiro. Ela solicitava contribuições mensais de R$ 50 para custear sua permanência na Itália. A ex-parlamentar relatou que desconhece o motivo da suspensão e anunciou uma nova campanha de doações.

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“Todas as inscrições foram devolvidas, foram reembolsadas e foram canceladas”, disse em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira (3). Segundo a ex-parlamentar, a página passou a mostrar que não havia nenhum inscrito.

Zambelli afirmou que já havia usado a plataforma em outra ocasião e que o valor arrecadado foi repassado ao advogado que a representa na Itália. A ex-deputada disse que tem cidadania italiana, mas que não consegue trabalhar, pois seria necessário abrir uma conta bancária no país. Segundo ela, a restrição estaria relacionada à inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol.

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“Eu não tenho vergonha nem de trabalhar e nem de pedir ajuda. Eu não tenho medo de trabalho, muito pelo contrário, já trabalhei em várias coisas, inclusive limpando banheiro”, declarou.

Por meio de uma comunidade na plataforma Kiwify, Zambelli pretendia oferecer conteúdos exclusivos e relatos das experiências vividas durante os cerca de dez meses em que ficou presa. Após a suspensão, ela passou a pedir doações por meio do site GoFundMe, que permite contribuições anônimas.

Entenda o caso de Carla Zambelli

Zambelli está na Itália desde maio de 2025. Ela foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela invasão hacker dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo porte ilegal de arma de fogo.

Em julho de 2026, a Justiça italiana anulou a decisão que autorizava sua extradição e determinou um novo julgamento. A audiência prevista para a semana passada foi cancelada a pedido da defesa, que alegou não ter tido acesso aos documentos enviados pelo governo brasileiro