O jato que levou o senador e ex-candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) da Argentina aos Estados Unidos pertence à empresa Baires Fly. A aeronave Gulfstream G400 tem capacidade para 14 pessoas e partiu do aeroporto de Puerto Iguazú, na fronteira da Argentina com o Brasil, para Guaiaquil, no Equador, de onde seguiu para Miami, nos Estados Unidos.
A companhia Baires Fly é ligada ao empresário Sergio Mastropietro. Ele é investigado na Argentina por suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro desviado da Agência Nacional de Deficiência (Andis) do país vizinho.
As investigações indicam que a empresa teria recebido transferências de fornecedores beneficiados por contratos públicos do governo de Javier Milei, atual presidente argentino aliado político da família Bolsonaro e que não reconheceu a vitória de Lula (PT) na eleição de domingo (25).
Para justificar os valores recebidos, a companhia teria emitido notas fiscais por supostos serviços aeronáuticos. As informações foram publicadas pela colunista do Globo, Malu Gaspar. Os desvios são calculados em cerca de R$ 27 milhões.
Escândalo afetou governo Milei
O escândalo de supostos desvios ligados à Andis também afetou o governo Milei pelo suposto envolvimento da irmã do presidente argentino, Karina Milei, que atua como secretária-geral da Presidência e foi apontada como possível beneficiária de valores cobrados de indústrias farmacêuticas para o fornecimento de medicamentos à associação para pessoas com deficiência.
Oficialmente, a Baires Fly tem como presidente e dono Luis Grande, mas a Justiça da Argentina investiga se a companhia poderia ter como líder principal o empresário Sergio Mastropietro.
A Baires Fly também foi a empresa que forneceu um jato para uma viagem de Milei da Argentina a Nova York em novembro de 2023, logo após vencer a eleição presidencial.
