Joe Biden desiste de candidatura à reeleição nos EUA

Atual presidente enfrentaria Donald Trump nas eleições presidenciais marcadas para 5 de novembro

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Joe Biden é o atual presidente dos EUA (Foto: Facebook, Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou na tarde deste domingo (21) que desistiu de sua candidatura à reeleição. O democrata publicou a decisão nas redes sociais.

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“Embora tenha sido minha intenção procurar a reeleição, acredito que é do interesse do meu partido e do país que eu desista e me concentre exclusivamente no cumprimento dos meus deveres como Presidente durante o resto do meu mandato”, diz o texto.

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Joe Biden anuncia apoio à candidatura de Kamala Harris nas eleições dos EUA

Biden enfrentaria o republicano Donald Trump nas eleições presidenciais marcadas para 5 de novembro. Agora, o partido democrata deverá indicar um novo candidato. Um nome que desponta como favorito é o da vice-presidente, Kamala Harris, mas ainda não há definição.

Pressões

Biden vinha sofrendo pressões para abandonar a candidatura à reeleição, em meio a críticas à sua aptidão e capacidade de cumprir mais um mandato de quatro anos, caso fosse reeleito. As primeiras críticas vieram após o primeiro debate contra Trump, quando o atual presidente se confundiu algumas vezes e se mostrou pouco reativo nas réplicas.

Em outras ocasiões, em entrevista a jornalistas, Biden trocou o nome da vice-presidente Kamala Harris pelo do rival Donald Trump. Também apresentou o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, chamando-o de Putin, sobrenome do presidente da Rússia, adversária do país governado por Zelensky na guerra que dura mais de dois anos.

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Até o momento, o presidente resistia à pressão de diversas maneiras. Ele deu entrevistas, fez uma reunião com governadores democratas e negou alegações de que sofria um declínio cognitivo e físico. Biden afirmou várias vezes que não iria desistir e que venceria a eleição.

No entanto, nos últimos dias, os rumores de desistência aumentaram. O ex-presidente Barack Obama e a ex-líder da Câmara Nancy Pelosi, duas fortes vozes no Partido Democrata, demonstraram insegurança com o atual presidente.

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Biden foi diagnosticado com covid-19 na quarta-feira (17) e teve de suspender eventos de campanha. Desde então, ele está em isolamento em sua casa em Delaware. Segundo a imprensa norte-americana, diante da pressão, ele começou a ficar mais reflexivo sobre a candidatura.

Veja o comunicado de Biden na íntegra:

Meus companheiros americanos,

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Nos últimos três anos e meio, fizemos grandes progressos como Nação.

Hoje, a América tem a economia mais forte do mundo. Fizemos investimentos históricos na reconstrução da nossa nação, na redução dos custos dos medicamentos prescritos para os idosos e na expansão dos cuidados de saúde acessíveis a um número recorde de americanos. Fornecemos cuidados extremamente necessários a um milhão de veteranos expostos a substâncias tóxicas. Aprovou a primeira lei de segurança de armas em 30 anos. Nomeada a primeira mulher afro-americana para a Suprema Corte. E aprovou a legislação climática mais significativa da história do mundo. A América nunca esteve melhor posicionada para liderar do que estamos hoje.

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Sei que nada disso poderia ter sido feito sem vocês, povo americano. Juntos, superámos uma pandemia que ocorre uma vez num século e a pior crise económica desde a Grande Depressão. Protegemos e preservamos a nossa democracia. E revitalizamos e fortalecemos nossas alianças em todo o mundo.

Foi a maior honra da minha vida servir como seu presidente. E embora tenha sido minha intenção procurar a reeleição, acredito que é do interesse do meu partido e do país que eu me demita e me concentre exclusivamente no cumprimento dos meus deveres como Presidente durante o resto do meu mandato.

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Falarei à Nação ainda esta semana com mais detalhes sobre minha decisão.

Por enquanto, deixe-me expressar minha mais profunda gratidão a todos aqueles que trabalharam tanto para me ver reeleito. Quero agradecer à vice-presidente Kamala Harris por ser uma parceira extraordinária em todo este trabalho. E deixe-me expressar o meu sincero agradecimento ao povo americano pela fé e confiança que depositou em mim.

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Acredito hoje no que sempre acreditei: que não há nada que a América não possa fazer – quando fazemos isso juntos. Só temos que lembrar que somos os Estados Unidos da América.

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