O governador Jorginho Mello (PL) foi reeleito para o governo de Santa Catarina neste domingo (4), no primeiro turno das Eleições 2026. e permanecerá por mais quatro anos no cargo. O resultado foi confirmado matematicamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por volta das 19h15 deste domingo, quando o candidato alcançou 68,11% dos votos válidos com 78,24% das urnas apuradas em SC. O segundo colocado Gelson Merísio (PSB), registrava 15,98%.
Jorginho Mello disputava a reeleição na coligação “Fé no Trabalho e Pé na Tábua”, que reuniu os partidos PL, Novo, Avante, Agir, DC, Federação PSDB-Cidadania, Republicanos e Podemos. Ele terá como vice no segundo mandato o ex-prefeito de Joinville, Adriano Silva (Novo).
Os concorrentes ao governo de SC
- Jorginho Mello (PL)
- João Rodrigues (PSD)
- Gelson Merisio (PSB)
- Marcelo Brigadeiro (Missão)
- Ralf Zimmer (PRD)
- Lais Chaud (UP)
- Professor Marcus Sodré (PSTU)
- Bruno Pedreiro (PCO)
Acompanhe a apuração
Quem é Jorginho Mello
Jorginho dos Santos Mello (PL), 70 anos, é ex-bancário, administrador e advogado. Nasceu em 15 de julho de 1956, em Ibicaré, no Meio-Oeste de Santa Catarina. Possui formação em Estudos Sociais e em Direito e Administração, pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).
Começou a trajetória política como vereador de Herval d’Oeste, em 1982. Depois disso, construiu carreira como bancário, no antigo Banco do Estado de Santa Catarina (Besc). Retornou à política anos mais tarde, exercendo cargos de deputado estadual e senador.
Em 2022, foi eleito governador de Santa Catarina após vencer uma disputa com outros três nomes da direita, incluindo o ex-governador Carlos Moisés, que ficaram de fora do segundo turno. A vitória ocorreu em segundo turno, ao superar Décio Lima (PT) com 2,98 milhões de votos (70,7% dos votos válidos).
Veja fotos antigas de Jorginho Mello
Quem é Adriano Silva (Novo), vice-governador eleito de SC
Adriano Bornschein Silva, 48 anos, é empresário e político de Joinville, filiado ao Novo. Herdeiro da família controladora da Drogaria Catarinense, foi presidente do grupo antes de entrar na política. Foi prefeito de Joinville por dois mandatos, eleito em 2020 e reeleito em 2024. Permaneceu no cargo até abril de 2026, quando renunciou para disputar a eleição estadual como candidato a vice-governador na chapa de Jorginho Mello (PL).
Quando Jorginho Mello toma posse para segundo mandato de governador de SC
A posse de Jorginho Mello para o segundo mandato como governador de SC ocorrerá no dia 6 de janeiro de 2027, data em que se inicia formalmente o mandato de quatro anos, válido até o início de 2031.
A data segue a regra da Emenda Constitucional nº 111/2021, que unificou e alterou os dias de posse no Brasil: presidente da República toma posse em 5 de janeiro e governadores de estado assumem seus cargos em 6 de janeiro subsequente à eleição. O período entre a confirmação do resultado das urnas e a posse marca a transição de governo no estado.
Quem ficou em segundo lugar para governador de ESTADO em 2026
O segundo lugar na disputa pelo governo de SC nas Eleições 2026 foi de João Rodrigues (PSD), 59 anos, empresário e ex-prefeito de Chapecó. Rodrigues administrou a principal cidade do Oeste de SC por quatro mandatos e também atuou como deputado federal por SC por duas legislaturas. Também foi deputado estadual e secretário de Estado da Agricultura. Em 2026, disputou o cargo de governador pela coligação Santa Catarina Acima de Tudo, que reuniu os partidos PSD, MDB e a federação União Progressista (União Brasil e PP).
OU
O segundo lugar na disputa pelo governo de SC nas Eleições 2026 foi do candidato Gelson Merísio (PSB), 60 anos, administrador e político natural de Xaxim, no Oeste de SC. Filiado ao PSB, foi vereador de Xanxerê e deputado estadual por três mandatos, além de ter presidido a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) por dois períodos. Em 2018, disputou o governo de SC pelo PSD e chegou ao segundo turno. Em 2026, voltou a disputar o cargo de governador pelo PSB, à frente da coligação Coragem para Mudar, formada por PSB, PDT, federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e federação PSOL-Rede.






