Lobista Roberta Luchsinger, ligada a Lulinha, declara voto em Flávio Bolsonaro: “Brasil precisa olhar para a frente”

Lobista e empresária, Roberta é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência

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Empresária e lobista Roberta Luchsinger declara voto em Flávio Bolsonaro (Foto: Redes sociais, Reprodução)

A empresária e lobista Roberta Luchsinger declarou ter votado em Flávio Bolsonaro no segundo turno das Eleições 2026, que acontece neste domingo (25). Ela afirmou que o presidente Lula (PT) não tem as “condições necessárias” para governar o país. Roberta é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência envolvendo órgãos do governo federal.

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“O Brasil precisa olhar para a frente. Chega dessa insistência em alimentar conflitos entre classes sociais, dividir a população e transformar divergências em confrontos permanentes. Os brasileiros querem soluções concretas para os problemas do presente e perspectivas reais para o futuro”, afirmou em suas redes sociais.

Roberta disse ter votado nulo no primeiro turno, mas que decidiu mudar e votar em Flávio na “esperança de que o Brasil possa iniciar um novo ciclo”.

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“Na minha avaliação, Lula já não reúne as condições necessárias para conduzir o país diante dos desafios que temos pela frente. É hora de renovação, de novas ideias e de uma política que olhe para o futuro, em vez de permanecer presa às disputas do passado. Meu voto foi consciente”, concluiu.

Quem é Roberta Luchsinger?

Roberta atua na área de consultoria e intermediação de negócios. Ela também tem histórico na política: concorreu a deputada estadual em São Paulo pelo PT em 2018, mas não foi eleita.

A empresária ganhou repercussão em 2017, quando anunciou que pretendia doar R$ 500 mil em dinheiro e objetos de valor a Lula. A doação foi impedida pela Justiça em razão de uma dívida.

O que Roberta Luchsinger tem a ver com Lulinha?

Ela é investigada por sua relação com o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo informações divulgadas anteriormente pela imprensa com base em documentos da investigação, uma empresa ligada a Antunes transferiu R$ 1,5 milhão para uma empresa associada a Roberta, em cinco parcelas de R$ 300 mil.

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Os investigadores apuram a finalidade dos pagamentos e se havia relação entre os valores e os negócios sob suspeita. Em uma mensagem, Antunes teria relacionado uma transferência ao “filho do rapaz”. Roberta afirma que os valores eram referentes a serviços de consultoria para um projeto de canabidiol medicinal e nega ter repassado dinheiro a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT).

Roberta e Lulinha são amigos e aparecem nas investigações sobre possíveis articulações envolvendo negócios com órgãos federais. Um dos inquéritos apura se houve tentativa de favorecer negócios relacionados à comercialização de medicamentos à base de cannabis medicinal junto ao Ministério da Saúde.

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Outra investigação examina suspeitas de intermediação de interesses empresariais relacionados à Dataprev. A PF também investiga vínculos societários, movimentações financeiras e registros de reuniões dos envolvidos em órgãos públicos.

Entre as diligências solicitadas estão levantamentos sobre viagens nacionais e internacionais de Lulinha e Roberta, incluindo quem pagou os deslocamentos. A empresária já afirmou que deseja fazer uma delação premiada a respeito das investigações.

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O que diz a Presidência da República

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger. Como já esclareceu em outras ocasiões, jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimendo de supostas tratativas como as mencionadas. Importante ressaltar que não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta.

Causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno da eleição. O Brasil já assistiu, em outros processos eleitorais, à divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores.“