Lula critica decisão de Nunes Marques pela derrubada de canal de WhatsApp com 3 milhões de pessoas: “Absurdo”

Candidato à reeleição criticou derrubada do canal "Exército do Lula", determinada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques

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Lula critica derrubada de canal de WhatsApp determinada pelo TSE (Foto Reprodução, Redes sociais)

O presidente Lula (PT) criticou a decisão de Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a derrubada do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. Durante ato de campanha neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo, o candidato à reeleição chamou a medida de “tendenciosa”.

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“Eu acho um absurdo. Acho que nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação. Há alguns dias estou percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. Não vamos permitir que seja fechado um canal que um deputado está pedindo para as pessoas votarem em mim. Não é possível que o STF não tenha um comportamento civilizado, republicano, de permitir que as eleições flua sem interferência da justiça”, declarou em coletiva de imprensa.

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Nunes determinou que a Meta derrube o canal “Exército do Lula”

A decisão do presidente do TSE atendeu um pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Em decisão divulgada neste domingo, ele determinou que a empresa Meta, dona do Facebook e do WhatsApp, retire o canal do ar em até três horas após ser notificada.

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Na decisão, o ministro afirma que o canal deve ser suspenso porque há “utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos que esta Corte já reconheceu como inverídicos”.

A suspensão deve “impedir o envio de novas atualizações e o ingresso de novos seguidores” até que seja homologado o resultado do segundo turno. A decisão do presidente do TSE foi alvo de críticas por parte de uma ala da Corte, segundo informações obtidas pela TV Globo.

O entendimento é que o ministro atropelou o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva, relator da ação apresentada pela campanha de Flávio. O pedido do candidato do PL foi apresentado em uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral. Pelo regimento do TSE, esse caso passa a ser responsabilidade do corregedor.

Após receber a defesa de Flávio Bolsonaro para conversar sobre o caso, Cueva deu 72 horas para que a campanha prestasse informações complementares. A campanha de Flávio, então, direcionou um pedido ao presidente do TSE para a suspensão, alegando, por exemplo, que parte das ações difundidas no canal já foram reconhecidas como desinformação e derrubadas por decisões do próprio tribunal.

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O que é o “Exército do Lula”

O canal de WhatsApp é coordenado pelo deputado eleito André Janones (Rede-MG). Com mais de 3 milhões de inscritos, o canal divulga áudios, vídeos e orientações a apoiadores de Lula (PT).