O cargo de suplente de senador costuma passar despercebido nas campanhas eleitorais. Nas Eleições 2026, mesmo com a maioria das chapas já definidas pelos partidos meses antes das convenções, essas vagas foram as últimas a serem definidas, com alguns anúncios feitos até mesmo após as deliberações dos partidos, nos dias finais do prazo da legislação eleitoral.
No entanto, o retrospecto recente da política catarinense mostra que os suplentes de senador em SC podem ganhar evidência ao longo das legislaturas. Dos últimos 12 senadores eleitos em SC, cinco deles foram substituídos de forma definitiva por suplentes ao longo do mandato. O número equivale a pouco mais de 40% dos eleitos pelos catarinenses.
O número de SC supera de outros estados, como Rio de Janeiro e Distrito Federal, que no mesmo período tiveram quatro titulares substituídos por suplentes no decorrer do mandato, segundo apuração do NSC Total.
Quem são os candidatos a suplente a senador em SC nas Eleições 2026
Em geral, as substituições ocorreram por morte dos titulares ou por vitórias deles em eleições para o governo do Estado. Em um dos casos, o senador saiu no meio do mandato para se tornar vice-governador, deixando a vaga para vice.
O número não considera os suplentes que assumiram o cargo de forma temporária. Quando senadores optam por tirar licença superior a 30 dias, o suplente é convocado a assumir o cargo. Se forem consideradas essas substituições temporárias, outros nove suplentes assumiram em algum momento do mandato vagas dos titulares eleitos em SC. O caso mais recente é o do suplente Herman Klann, que assumiu a vaga do senador Jorge Seif (PL) entre maio e agosto deste ano.
Os suplentes que herdaram o cargo de senador em SC
Em dois dos cinco casos em que os suplentes herdaram o cargo de senador, a mudança ocorrem em razão de morte dos titulares. Foi o caso do ex-senador Vilson Kleinübing, pai do ex-deputado João Paulo Kleinübing (PL), eleito senador em 1994, mas que morreu em 1998, vítima de complicações de um câncer.
Em razão disso, o primeiro suplente Geraldo Althoff (PFL) assumiu o cargo e concluiu o mandato, em 2003. No período, ele chegou a ser relator da CPI do Futebol, que investigou contratos da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O outro caso de posse de suplente em razão de morte do titular nos últimos 30 anos em SC ocorreu em 2015. Naquele ano, o ex-governador Luiz Henrique da Silveira (MDB), eleito senador após deixar o governo, em 2010, morreu, vítima de parada cardiorrespiratória. Com isso, o 1ª suplente Dalírio Beber (PSDB) assumiu o cargo e atuou no restante do mandato, até 2023.
Posses no governo
As outras três trocas de senador por suplentes em SC nos últimos 30 anos ocorreu em função de vitórias eleitorais dos então titulares dos mandatos em disputas para o governo do Estado.
A primeira dessas mudanças ocorreu em 2006. O ex-prefeito de Balneário Camboriú e atual prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (hoje PSD, à época PSDB), elegeu-se senador em 2002. Quatro anos depois, aceitou convite para ser candidato a vice-governador na chapa de Luiz Henrique da Silveira (MDB), em acordo que deu origem à chamada tríplice aliança, grupo que governou o Estado por quatro gestões.
Com a vitória da chapa composta por Pavan, ele renunciou ao cargo para se tornar vice-governador, deixando os quatro anos restantes no Senado a cargo do 1º suplente, Neuto de Conto (MDB).
A outra mudança também teve origem no acordo original da tríplice aliança de SC. Raimundo Colombo (PSD), eleito senador em 2006, venceu a disputa para o governo de SC em 2010.
Em função disso, renunciou no meio do mandato no Senado para assumir a Casa d’Agronômica. A vaga ficou com o 1º suplente, Casildo Maldaner (MDB), que já havia sido senador titular entre 1994 e 2003.
Outro caso semelhante ocorreu em 2022. Eleito senador na disputa eleitoral de 2018, Jorginho Mello (PL) concorreu a governador nas últimas eleições gerais de SC e venceu a disputa. Com isso, renunciou aos quatro anos a que ainda teria direito como senador para a posse da então 1ª suplente Ivete da Silveira (MDB), viúva do ex-governador Luiz Henrique.













