O que faz um suplente de senador e como ele é escolhido nas urnas

Entenda o papel do suplente de senador, quando ele assume o mandato, como funciona a escolha na urna e como consultar a chapa

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Cada senador é eleito com dois suplentes, que podem assumir o mandato em caso de afastamento ou saída definitiva do titular. (Foto: Pedro França, Agência Senado)

Em ano eleitoral, a escolha dos representantes para o Senado traz uma particularidade que afeta diretamente o resultado do voto. Ao confirmar o número do candidato titular na urna, o eleitor aprova também dois suplentes registrados na mesma chapa. Como o mandato no Senado dura oito anos, esses nomes têm o direito de assumir a cadeira parlamentar e tomar decisões em nome do estado em caso de licença, renúncia, morte ou cassação do titular.

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O Senado reúne 81 integrantes, três para cada estado e para o Distrito Federal. A legislação criou a estrutura de suplência justamente para evitar que uma unidade da Federação fique sem a sua bancada completa durante os oito anos de mandato.

FOTOS: Entenda como o seu voto para o Senado elege dois suplentes que você não enxerga nas urnas

O que faz o suplente antes e depois de assumir o cargo

Enquanto o titular está no exercício do mandato, o suplente não ocupa nenhum cargo público no Senado. Ele não recebe salário parlamentar, não tem direito a gabinete ou cota financeira e não participa de votações. Trata-se apenas de um cidadão registrado na Justiça Eleitoral na condição de substituto.

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O suplente só passa a atuar de fato no Senado quando o titular se afasta e ele é oficialmente convocado para tomar posse. A convocação segue a ordem de registro da chapa: a preferência de posse é do primeiro suplente, enquanto o segundo só é acionado caso o primeiro esteja impossibilitado ou decida não assumir o cargo.

A substituição acontece em dois cenários:

  • Afastamento temporário: ocorre quando o titular se licencia por mais de 120 dias, seja para tratamento de saúde, gestão de assuntos pessoais ou para ocupar cargos no Poder Executivo, como ministérios e secretarias estaduais ou municipais.
  • Afastamento definitivo: acontece quando o titular renuncia, morre, perde o mandato por decisão da Justiça ou se elege para outro cargo no Executivo, como prefeito, governador ou presidente. Nesses casos, o suplente assume a cadeira até o encerramento dos oito anos de mandato.

Um exemplo disso é o caso em que envolveu Flávio Dino (PSB-MA). Eleito senador pelo Maranhão em 2022 para cumprir o mandato de 2023 a 2031, Dino deixou o Congresso após assumir o Ministério da Justiça e, em seguida, ser aprovado para o Supremo Tribunal Federal (STF). Com a renúncia do titular para assumir o cargo vitalício no STF, a primeira suplente, Ana Paula Lobato (PSB-MA), assumiu a vaga de forma definitiva no Senado, onde permanecerá até 2031.

Quais são os direitos e a atuação no cargo

Ao tomar posse no Senado, o suplente em exercício passa a desempenhar integralmente as funções do cargo. Não há diferença de poder em relação a um titular eleito.

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Durante o período em que ocupa a cadeira, o suplente pode votar em plenário e em propostas de alteração da Constituição, apresentar projetos de lei, integrar ou presidir comissões e utilizar a estrutura de gabinete e a verba destinada ao exercício da função.

O que é e como é escolhido o suplente de senador

O suplente é o cidadão cadastrado na Justiça Eleitoral para substituir o senador titular em caso de vaga temporária ou definitiva. A escolha desses nomes ocorre durante as convenções partidárias, momento em que os partidos e coligações definem a composição das chapas e enviam as informações para registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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Não existe um campo isolado na urna eletrônica para escolher o suplente. A votação para o Senado ocorre por escolha direta do candidato titular e, ao confirmar a opção, o voto é contabilizado automaticamente para toda a composição.

Após o término do período de substituição ou do mandato de oito anos, o suplente pode concorrer novamente em eleições futuras sem restrições. O exercício da função não gera inelegibilidade. Como o parlamentar em exercício mantém seus direitos políticos ativos, ele pode disputar vagas como titular no Senado, concorrer a outros cargos ou concorrer novamente como suplente em novas composições partidárias.

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Como consultar quem são os suplentes do seu candidato

Para conferir quem são os suplentes das candidaturas do seu estado, o eleitor pode acessar a ferramenta DivulgaCandContas, mantida pelo TSE. Ao pesquisar o candidato a senador titular, o sistema apresenta a ficha completa com foto, nome e dados cadastrais do primeiro e do segundo suplente.

*Com edição de Luiz Daudt Junior.