O que pode acontecer com Bolsonaro após indiciamento por golpe de Estado

Ao todo, 37 pessoas foram indiciadas em inquérito, entre ex-ministros, ex-assessores e políticos associados ao ex-presidente

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Bolsonaro, ex-presidente da República

Ex-presidente foi indiciado pela Polícia Federal (Foto: Valter Campanato, Agência Brasil)

O ex-presidente Jair Bolsonaro, seu ex-ministro da Defesa, o general Braga Netto, e seu ex-ajudante de ordens, o tenente-coronel Mauro Cid, foram indiciados por tentativa de golpe de Estado nesta quinta-feira (21). Além deles, outras 34 pessoas foram indiciadas pela Polícia Federal após a conclusão do inquérito que apura o caso.

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O inquérito foi aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) e tem o ministro Alexandre de Moraes como relator. Agora, o material que saiu da PF passará pelo STF, pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e, depois voltará ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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A PF viu fatos suficientes para considerar o envolvimento de Bolsonaro, Braga Netto e Cid no plano de golpe que tinha objetivo tirar do poder o presidente Lula, eleito em 2022, e por isso os indiciou.

O indiciamento, contudo, não significa que os citados já sejam réus ou que sejam considerados culpados ou inocentes pela Justiça.

Durante o processo, Bolsonaro e os outros 36 indiciados podem passar por diferentes classificações: inicialmente eles eram investigados, agora são indiciados, e daqui em diante poderão se tornar denunciados e réus.

Podem ser solicitadas investigações adicionais pela PGR. Depois, a decisão final em que definirá sobre culpa ou inocência será definida pelo Supremo Tribunal Federal, em um julgamento feito em duas etapas.

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Na primeira etapa, os ministros avaliam se há elementos mínimos no caso, no chamado “recebimento da denúncia”, que transforma os acusados em réus. Depois, se isso ocorrer, o julgamento da ação penal é marcado pelo STF. No final, os ministros decidem pela culpa ou inocência dos réus.

O que é indiciamento e o que ocorre depois disso?

O indiciamento ocorre na fase de investigação, quando ainda não há processo penal, a partir da conclusão de indícios de crime por parte do delegado de polícia. Assim, possíveis delitos são associados a uma pessoa ou grupo de pessoas.

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É feito um relatório por parte da polícia com conclusões sobre as investigações, análise de materiais e depoimentos. Possíveis crimes podem ser citados e como cada pessoa teria atuado. Assim, os envolvidos passam a ser indiciados.

No caso de processos que tramitam em tribunais superiores, o relatório da Polícia Federal é enviado ao ministro relator do caso. No caso da investigação sobre a tentativa de golpe, o relator é o ministro Alexandre de Moraes.

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Após serem encaminhadas as conclusões da PF, o relator envia o caso à Procuradoria-Geral da República, órgão de cúpula do Ministério Público que atua no tribunal.

O Ministério Público pode propor mais apurações, apresentar uma acusação formal à Justiça (uma denúncia) ou arquivar o caso. Outra alternativa seria propor acordo de não-persecução penal. A PGR tem 15 dias para se pronunciar.

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O posicionamento da PGR é apresentado para o Supremo Tribunal Federal, que analisa o pedido de arquivamento e proposta de mais diligências. Caso seja indicado um acordo de não-persecução penal, o ministro Alexandre de Moraes terá que validar os termos de negociação.

Caso a acusação formal, ou denúncia, seja apresentada, o relator abre o prazo de 15 dias para que os denunciados enviem resposta. Depois disso, a denúncia é julgada de forma colegiada, no âmbito do plenário, com os 11 ministros, ou na Primeira Turma, colegiado com 5 ministros.

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Se a denúncia for aceita, os denunciados se tornam réus e passam a responder a ações penais na Corte. Com isso, os processos seguem para instrução processual, procedimentos que irão investigar o ocorrido e a participação de cada envolvido.

É neste momento que serão colhidas provas, como depoimentos, dados e interrogatórios. Depois dessa fase, o caso vai a julgamento colegiado, no qual os ministros definem pela condenação ou absolvição dos envolvidos e a pena de cada um.

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*Com informações do g1

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