A pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Lula (PT) pela primeira vez em Minas Gerais em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial. Desde 1989, todo candidato que venceu a corrida para presidente da República também ganhou em MG.
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Segundo o levantamento, Flávio tem 40% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 37%. A diferença, porém, está dentro da margem de erro da pesquisa, o que configura empate técnico entre os dois.
Na pesquisa anterior, Lula estava numericamente à frente com 38%, e Flávio tinha 35%.
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Flávio Bolsonaro (PL): 40% (eram 35% em agosto)
Lula (PT): 37% (eram 38%)
Branco/nulo/não vai votar: 15% (eram 18%)
Indecisos: 8% (eram 9%)
FOTOS: porque Minas Gerais é um “Brasil em miniatura” que decide eleições
O “fiel da balança”: no complexo tabuleiro da política brasileira, uma máxima se mantém invicta desde a redemocratização. Para chegar ao Palácio do Planalto, é preciso, obrigatoriamente, passar por Minas Gerais (Foto: Banco de Imagens)Diferente de vizinhos como Santa Catarina, que consolidaram perfis mais homogêneos, Minas atua como o “swing state” brasileiro. É o estado que oscila, reflete a média nacional e, no fim, define o vencedor das eleições (Foto: Banco de Imagens)O estado funciona como uma síntese das realidades brasileiras. Geograficamente estratégica, a unidade federativa consegue reunir, dentro de suas fronteiras, as diversas facetas que compõem a identidade do país (Foto: Banco de Imagens)Essa pluralidade é visível no contraste regional: enquanto o Norte mineiro compartilha o semiárido e os desafios do Nordeste, o Sul e o Triângulo espelham a pujança industrial e o dinamismo do agronegócio nacional (Foto: Banco de Imagens)Por ser esse “Brasil em miniatura”, as estratégias de nicho costumam fracassar em solo mineiro. O candidato que busca a vitória precisa ser um “poliglota político” para dialogar com tantas realidades distintas (Foto: Banco de Imagens)O desafio é equilibrar o discurso entre o Brasil produtivo e o Brasil invisível. No território mineiro, pautas de infraestrutura e desoneração cruzam-se com temas de segurança alimentar e transferência de renda (Foto: Banco de Imagens)Essa necessidade de conciliação transforma Minas no maior laboratório de viabilidade de qualquer candidatura. A influência mineira não está apenas na cultura e na mesa, mas no termômetro da opinião pública (Foto: Banco de Imagens)A precisão é histórica: de 1989 a 2022, quem venceu em Minas, venceu no Brasil. Em 2022, o resultado mineiro foi quase um “xerox” da votação nacional, selando o destino do país nas urnas (Foto: Banco de Imagens)
Quem são os 13 candidatos a presidente da República nas Eleições 2026
Clariana Barão, do DC (Foto: Reprodução)Edmilson Costa, do PCB (Foto: Divulgação)Escritor Augusto Cury, do Avante (Foto: Divulgação)Flávio Bolsonaro, do PL (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)Hertz Dias, do PSTU (Foto: Divulgação)Lula, do PT (Foto: Reprodução)Pablo Marçal, que solicitou registro de candidatura pelo PRTB (Foto: Reprodução)Renan Santos, da Missão (Foto: Divulgação)Romeu Zema, do Novo (Foto: Divulgação)Ronaldo Caiado, do PSD (Foto: Divulgação)Rui Costa Pimenta, do PCO (Foto: Instagram Rui Costa Pimenta, Reprodução)Samara Martins, da UP (Foto: Divulgação)Wilson Grassi, do Democrata (Foto: Redes sociais, divulgação)
Ficha técnica da pesquisa
A Quaest entrevistou 1.506 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número MG-04716/2026.