Para que um candidato seja eleito presidente do Brasil no primeiro turno, ele precisa somar a maioria absoluta dos votos válidos registrados pela Justiça Eleitoral. A porcentagem não é calculada com base no número total de eleitores cadastrados no Brasil, mas apenas sobre as urnas com votos válidos. Por isso, um presidente pode se eleger no primeiro turno sem ter a maioria absoluta de todos os cidadãos aptos a votar.
FOTOS: Como um candidato ganha no primeiro turno
Guia completo para entender os critérios de votação no país
O que é considerado voto válido na eleição?
O voto válido é aquele destinado diretamente a um candidato oficial da disputa. Os votos em branco e os votos nulos são descartados do cálculo final, servindo apenas para indicar o comparecimento ou a rejeição do eleitor.
Usando como exemplo dados da última pesquisa eleitoral do Datafolha feita em 17 de setembro mostra Lula (PT) com 39% e Flávio Bolsonaro (PL) com 36% no primeiro turno, em cenário estimulado. A diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, e os dois aparecem tecnicamente empatados.
Para que algum consiga vencer no primeiro turno, eles teriam que ir atrás do “voto útil”, que é tirar votos dos candidatos que já pontuam nas pesquisas.
Nesse cenário a luta seria com nomes de:
- Augusto Cury (Avante): 6%
- Ronaldo Caiado (PSD): 4%
- Renan Santos (Missão): 3%
- Romeu Zema (Novo): 2%
- Samara Martins (UP): 1%
- Rui Costa Pimenta (PCO): 1%
Quantas vezes a eleição presidencial no Brasil terminou no primeiro turno?
Apenas duas vezes na história recente:
- 1994: Fernando Henrique Cardoso eleito no primeiro turno com 54,2% dos válidos.
- 1998: Fernando Henrique Cardoso reeleito no primeiro turno com 53% dos válidos.
Em todos os outros pleitos desde a redemocratização, a decisão foi levada para o segundo turno entre os dois mais votados.
*Sob supervisão de Luiz Daudt Junior.










