Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputam segundo turno acirrado (Foto: Reprodução)
A expectativa do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é confirmar matematicamente o presidente eleito do Brasil até as 20h30 deste domingo (25), segundo o jornal O Globo.
A divulgação das primeiras parciais começa logo após o encerramento da votação, fixado para as 17h pelo horário oficial de Brasília.
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O que determina a velocidade para declarar o presidente eleito?
A proclamação não depende de metas fixas de horário, mas de uma distância percentual entre os concorrentes que garanta que o primeiro colocado não seja alcançado pelo segundo com as seções restantes ainda a serem computadas.
Em cenários de disputa acirrada, como foi em 2022, o anúncio oficial é empurrado para a fase final da apuração:
Em 2022 (margem apertada): com Lula e Jair Bolsonaro, o veredito matemático só foi anunciado às 19h56, momento em que o tribunal já contabilizava 98,91% dos votos. Naquele instante, Lula somava 50,83% e não podia mais ser alcançado numericamente pelo adversário (o placar final fechou em 50,90% a 49,10%).
Em 2018 (margem folgada):cCom uma dianteira consolidada ao longo da campanha, Jair Bolsonaro garantiu a confirmação oficial mais cedo, às 19h18, quando a apuração alcançava 94,44% das urnas. Ele registrava 55,54% dos votos válidos contra Fernando Haddad (fechando a rodada final com 55,13% a 44,87%).
Veja as disputas mais apertadas no segundo turno para presidente
Jair Bolsonaro e Lula durante debate presidencial na TV Globo em 2022; a disputa terminou como a mais apertada da história da República, com vitória do petista por 50,90% contra 49,10%, uma diferença de 1,80 ponto percentual (2,1 milhões de votos) (Foto: Stephanie Rodrigues/g1) Dilma Rousseff e Aécio Neves durante a campanha presidencial de 2014; a petista conquistou a reeleição com 51,64% dos votos válidos contra 48,36% do candidato do PSDB, em disputa decidida por uma margem estreita de 3,28 pontos percentuais (3,4 milhões de votos) (Foto: Divulgação/Agência Brasil)Lula e Fernando Collor se cumprimentam no estúdio durante debate em 1989; a primeira eleição direta pós-redemocratização encerrou com vitória de Collor por 53,03% a 46,97%, registrando diferença de 6,06 pontos percentuais (4,0 milhões de votos) (Foto: Divulgação/Cedoc)Jair Bolsonaro e Fernando Haddad polarizaram o eleitorado na disputa de 2018; Bolsonaro venceu o segundo turno com 55,13% dos votos válidos contra 44,87% do adversário, uma distância de 10,26 pontos percentuais (10,7 milhões de votos) (Foto: Divulgação/Agência Brasil)José Serra (à esquerda) e Dilma Rousseff em debate eleitoral de 2010; a petista chegou à Presidência da República ao registrar 56,05% dos votos frente a 43,95% do tucano no segundo turno, margem de 12,10 pontos percentuais (12,0 milhões de votos) (Foto: Divulgação/Memorial da Democracia)Geraldo Alckmin e Lula em cumprimento formal; adversários no segundo turno de 2006, Lula garantiu a reeleição com 60,83% dos votos válidos contra 39,17% do tucano, vantagem de 21,66 pontos percentuais (20,7 milhões de votos) (Foto: Divulgação/PT)Lula e José Serra se abraçam em debate eleitoral na campanha de 2002; o pleito marcou a primeira eleição de Lula ao Planalto e a maior distância percentual em segundo turno recente, com 61,27% contra 38,73%, diferença de 22,54 pontos percentuais (19,4 milhões de votos) (Foto: Divulgação/Facebook de José Serra)
Por que a contagem dos votos começa às 17h em todo o território nacional?
A agilidade na liberação dos dados ocorre graças ao modelo de sincronização horária estabelecido pelo TSE. Desde o pleito de 2022, as seções eleitorais de todos os estados funcionam de maneira simultânea, guiadas rigorosamente pelo fuso horário de Brasília (das 8h às 17h), mesmo com fuso horário em alguns estados.
Antes dessa unificação, a divulgação dos números para a Presidência precisava ser represada até que os colégios eleitorais do extremo oeste do país fechassem as portas, evitando que as primeiras parciais influenciassem o eleitor que ainda estava votando.