Uma deputada federal do MDB do Pará entrou com uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir desfiliação do partido. Alessandra Haber está no primeiro mandato e alegou discriminação e perseguição para pedir a desfiliação por justa causa – o que evita o risco de a parlamentar poder perder o mandato por trocar de partido. As informações são do jornal Estadão.
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Alessandra Haber foi a deputada mais votada do MDB em todo o país nas eleições de 2022. Ela alega que foi excluída das atividades parlamentares e partidárias depois que o marido dela, o prefeito reeleito de Ananindeua (PA), Daniel Santos, ter saído do MDB e se filiado ao PSB. Ele é apontado como possível adversário do grupo de Helder Barbalho nas eleições de 2026.
“Este rompimento político extrapolou a esfera jurídica do cônjuge da autora, trazendo-lhe consequências diretas e severas para a mesma, que passou a enfrentar uma série de represálias por parte da agremiação requerida”, diz o documento apresentado pela defesa de Alessandra.
O pedido de liminar que garantisse a desfiliação do partido sem perda de mandato, no entanto, foi recusado pela Justiça Eleitoral em decisão divulgada nesta quinta-feira (5). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entendeu que não havia elementos concretos que apontassem censura ou perseguição para justificar o rompimento com o partido.
A deputada alega que perdeu uma vaga na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e diz que não é mais convocada para reuniões do partido.
Alessandra é médica dermatologista formada pela Universidade do Estado do Pará (UEPA). É esposa do prefeito de Ananindeua, Daniel Santos, e mãe de dois filhos. Estreou na política nas eleições de 2022, quando foi eleita a deputada federal mais votada do Pará, com 258,9 mil votos.
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