Romeu Zema dispara contra “intocáveis” do STF e alfineta Lula: “Não tenho filho sendo investigado”

Candidato do Novo a presidente e ex-governador de Minas Gerais também defendeu privatizações, mudanças no programa Bolsa Família e manteve críticas a Flávio Bolsonaro

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Romeu Zema

Romeu Zema falou sobre propostas e polêmicas às vésperas do início da campanha eleitoral (Foto: Reprodução)

O candidato a presidente Romeu Zema (Novo) fez críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a quem chama de “intocáveis”, e também a adversários como Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por casos de suposto envolvimento em corrupção. Zema também defendeu uma política de privatização de empresas estatais, incluindo a Petrobras, e mudanças no programa Bolsa Família.

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Zema falou sobre os temas polêmicos e propostas de governo na segunda entrevista da série de sabatinas da Globonews, na tarde desta quinta-feira (6). O ex-governador de Minas Gerais respondeu sobre contas públicas, prometendo alcançar um superávit no resultado fiscal brasileiro, e também defendeu uma política de privatizações. Zema citou empresas públicas mineiras concedidas durante sua gestão e revelou intenção de privatizar até mesmo a Petrobras, ainda em 2027.

Questionado sobre como faria isso, Zema apelou ao respaldo e não envolvimento em grandes escândalos, com alfinetadas a Lula, com menção ao filho alvo de investigação sobre o caso do INSS, e a ministros do STF. O ex-governador foi alvo de pedido de inclusão no inquérito das Fake News por parte do ministro Gilmar Mendes após divulgar vídeos nas redes sociais com críticas aos magistrados da Suprema Corte.

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“Vou ser eleito sem o rabo preso, não tenho filho sendo investigado, não tenho ninguém do meu partido sendo investigado. Até por isso que eu sou o candidato que mais tem denunciado essa farra dos ‘intocáveis’ em Brasília e estou respondendo a um processo do intocável Gilmar Mendes, que se sentiu caluniado”, disparou, antes de prometer uma “ampla reforma” no Judiciário brasileiro.

Críticas a Flávio mantidas

Em contrapartida, Zema também manteve as críticas ao adversário Flávio Bolsonaro (PL). Após a divulgação do áudio de Flávio enviado ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, Zema afirmou que o caso era um “tapa na cara” dos brasileiros. A fala gerou reações dentro do próprio Novo, que é aliado do PL nas eleições deste ano em estados, incluindo Santa Catarina, onde o ex-prefeito de Joinville Adriano Silva (Novo) será candidato a vice do atual governador Jorginho Mello (PL). As parcerias dos partidos no Sul foram citadas por Zema.

“Tudo que eu disse, eu confirmo. Não mudo nada daquilo que eu disse. Foi um momento de muita indignação para mim. O Novo, que é o meu partido, fez aliança com o PL nos estados do Sul e foi dito a nós que não havia nada referente a Banco Master. Então, me expressei daquela maneira, confirmo aquilo, e em um partido, mesmo que seja um partido pequeno, temos centenas de candidatos. E teve alguns que acharam que valia mais a pena caminhar com ele do que comigo, e dei total liberdade”, afirmou.

Confrontado com vídeos em que minimiza o impacto de trabalho na infância, Zema negou que seja a favor do trabalho infantil e afirmou que defendia apenas a “valorização” do trabalho como forma de formação e capacitação, mas em segundo plano em relação à educação. Negou que vá buscar permitir trabalho para menores de 14 anos.

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Zema também respondeu sobre benefícios fiscais oferecidos a setores econômicos em Minas Gerais que contemplariam empresas do ex-governador, mas afirmou que todos os incentivos foram criados antes do seu governo e que a família dele não teve favorecimento.

Mudanças no Bolsa Família

O candidato também defendeu mudanças no programa social Bolsa Família. Ele afirmou que quem cuida de crianças e idosos precisa receber valores maiores, mas que outras pessoas podem ter mais restrições ao benefício.

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“Quem não cuida de idoso e de criança, tem saúde, pode trabalhar, recebe proposta de emprego uma, duas, três vezes e não vai, vai ter que se explicar. Porque para mim é inadmissível alguém que recebe auxílio do governo, tem oportunidade de trabalhar, de se capacitar, e prefere ficar só vivendo de bico. Bico não qualifica ninguém”, defendeu.

Por fim, Zema também falou sobre segurança pública e prometeu decretar nova intervenção militar no Rio de Janeiro para combater o crime organizado. Também defendeu que quem registre mais de três ocorrências policiais contra si seja alvo de prisão preventiva.

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“O que Lula fez em termos de retomada de territórios? Nada, absolutamente nada. E isso é o principal. Enquanto não houver retomada de territórios, o crime organizado está se expandindo”, afirmou.

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