A senadora eleita por Santa Catarina Carol de Toni (PL) afirmou ensta sexta-feira (9), em entrevista à Globonews, que poderá lançar o próprio nome à presidência do Senado caso o PL negocie apoio à recondução de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) ao comando da Casa em 2027. Nesta semana, o partido indicou que pretende eleger o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Caso meu partido comece uma negociação para apoiar Davi Alcolumbre, eu e outros senadores vamos abrir uma divergência para termos nome próprio. Acredito que teremos nomes próprios, mas eu vou colocar meu nome à disposição caso isso aconteça.
Sobre as prioridades no Senado a partir do ano que vem, Carol afirmou que, caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente da República, o governo adotará medidas mais rígidas na área da segurança pública. Entre as propostas citadas estão a redução da maioridade penal e a classificação de organizações criminosas como terroristas.
A senadora eleita também mencionou mudanças na área tributária e afirmou que o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) deverá assumir o Ministério da Segurança Pública em um eventual governo de Flávio.
Eleita com 2.694.918 votos (33,46%), Carol ficou à frente de Carlos Bolsonaro (PL), que também conquistou uma vaga por Santa Catarina, com 2.041.840 votos (25,35%).

Impeachment de Alexandre de Moraes
Carol de Toni defendeu a renúncia do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que, caso ele não deixe o cargo, há motivos para a abertura de um processo de impeachment. Ela acusou Moraes de abuso de poder nos julgamentos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023 e criticou o contrato de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com o Banco Master.
“Espero que eles [ministros do STF] façam uma autocontenção. Entendo que, pelo escândalo envolvendo o nome de Alexandre de Moraes, ele deva ter a decência de pedir para sair, de renunciar ao cargo. E, não fazendo isso, entendo que ele tem mais do que motivos suficientes para a abertura de um processo de impeachment”, afirmou.
Questionada sobre o significado da “autocontenção” dos ministros, Carol defendeu mudanças nas regras de composição do Supremo, e o estabelecimento de idade mínima para os integrantes da Corte, a adoção de mandatos e a alternância na forma de indicação, com participação dos Poderes Legislativo e Judiciário.













