“Nós políticos temos que viver como vive a maioria e não como vive a minoria”, foi assim que Pepe Mujica refletiu sobre o exercício de ser político. O ex-presidente do Uruguai morreu nesta terça-feira (12) aos 89 anos.
José Alberto “Pepe” Mujica Cordano foi um dos políticos de grande influência da América Latina nos últimos anos. Reconhecido como líder e pensador da esquerda, era carismático e chamava atenção por sua autenticidade.
Mujica nasceu em Montevidéu, no dia 20 de maio de 1935 e morreu sete dias antes de completar 90 anos. Na vida política teve uma trajetória de militância radical e lutou pela simplicidade e pelo compromisso social.
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Como foi a vida política de Pepe Mujica?
Fez parte do Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros, um grupo guerrilheiro de esquerda que realizava ações armadas nos anos 1960, para distribuição de recursos aos pobres e contra a repressão do governo uruguaio da época.
O Uruguai também passou por uma ditadura militar entre os anos 1973 e 1985 e Mujica ficou preso por 15 anos. Foi submetido a longos períodos de isolamento, fugiu duas vezes da prisão, mas foi recapturado. A liberdade só veio em 1985 depois da anistia.
Com a redemocratização uruguaia, foi um dos fundadores do Movimento de Participação Popular (MPP), e se tornou grande nome da esquerda no país. Foi eleito presidente do Uruguai e governou de 2010 a 2015.
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Durante seu governo ficou conhecido como o “presidente mais pobre do mundo”, pois doava parte de seu salário para projetos sociais e levava uma vida simples. Entre as principais ações do governo Mujica várias reformas progressistas foram feitas no Uruguai, como legalização de aborto, casamento igualitário e liberação da maconha.
Pepe Mujica foi casado com Lucía Topolansky, também ex-guerrilheira e senadora. Em 2024, foi diagnosticado com câncer terminal no esôfago e, após meses de tratamento, faleceu em 13 de maio de 2025, aos 89 anos.










