STF julga pacote ambiental que pode redefinir licenciamento, Marco Temporal e Moratória da Soja

Análise conjunta abrange a flexibilização do licenciamento ambiental, a tese do Marco Temporal e regras da Moratória da Soja

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O STF iniciará no dia 12 de agosto o julgamento de medidas do Congresso que impactam diretamente o meio ambiente e os direitos indígenas no Brasil (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom, Arquivo Agência Brasil)

A partir do dia 12 de agosto, o Supremo Tribunal Federal (STF) assume o centro do debate ambiental brasileiro ao iniciar o julgamento de um conjunto de decisões controversas aprovadas pelo Congresso Nacional.

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Quais leis compõem o pacote?

A Corte analisará desde a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental até o Marco Temporal de terras indígenas, cada um dos projetos tem potencial de impactar diretamente a preservação da Amazônia e outros biomas.

O impasse da Lei Geral do Licenciamento

Aprovada em maio do ano passado, após 21 anos de debates, a Lei Geral do Licenciamento Ambiental flexibilizou a concessão de licenças, admitindo inclusive a autodeclaração para atividades de médio e baixo impacto. A medida enfrenta forte oposição de parlamentares e ambientalistas, que alertam para os riscos do enfraquecimento da fiscalização.

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Queda de veto e reação da sociedade civil

Apesar dos vetos aplicados pelo Poder Executivo, o Congresso Nacional votou pela derrubada das restrições em novembro, reacendendo o debate sobre a autonomia dos poderes.

Diante do impasse, o Partido Verde, a Rede e o PSOL acionaram o STF para contestar a constitucionalidade das novas regras. Suely Araújo, do Observatório do Clima, enfatiza que a legislação atual traz desdobramentos diretos no campo e que a esperança da sociedade civil reside na intervenção da Corte.

“A nova lei já está gerando os seus efeitos, são efeitos desastrosos mesmo! A esperança e a torcida são para que o Supremo garanta a aplicação da Constituição Federal, porque a maior parte dos problemas da legislação de licenciamento são dispositivos que afrontam a nossa Constituição”, apontou Suely durante coletiva de imprensa.

Marco Temporal e Moratória da Soja na pauta

Além dos questionamentos à Lei Geral do Licenciamento Ambiental, a pauta de agosto do Supremo Tribunal Federal reúne outros dois temas cruciais para a agenda climática e o agronegócio: o Marco Temporal e a Moratória da Soja.

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Ao todo, a Corte julgará três ações contra a tese do Marco Temporal, que limita a demarcação de terras indígenas àquelas ocupadas até 5 de outubro de 1988, e quatro processos que tratam da suspensão da Moratória da Soja, acordo firmado em 2006 entre empresas, ONGs e governo para impedir o comércio do grão oriundo de áreas desmatadas na Amazônia.

As decisões que saírem do plenário nos próximos dias prometem redefinir os rumos da política ambiental e do desenvolvimento sustentável do país.

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*Com edição de Nicoly Souza