Suspensão de talk show famoso gera revolta nos EUA; veja repercussão

Decisão foi tomada após comentários sobre o assassinato do ativista político Charlie Kirk

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Quem é Jimmy Kimmel apresentador que foi cancelado após fala sobre a morte de Charlie Kirk

Durante um monólogo na segunda-feira (15), Jimmy Kimmel sugeriu que o acusado de assassinar o ativista político seria um republicano (Foto: Divulgação)

A suspensão do talk show “Jimmy Kimmel Live!” revoltou artistas e políticos dos Estados Unidos. A decisão foi comunicada pela rede norte-americana ABC, nessa quarta-feira (17) após o apresentador fazer comentários sobre o assassinato do ativista político Charlie Kirk.

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Durante um monólogo na segunda-feira (15), Jimmy Kimmel sugeriu que o acusado de assassinar o ativista político seria um republicano, apoiador do presidente Donald Trump. O assassinato aconteceu no começo da última semana e o suspeito foi preso na sexta-feira (12).

A suspensão gerou muita repercussão entre figuras públicas, o que levou a uma discussão sobre censura e liberdade de expressão no governo Trump.

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Veja o que celebridades falaram sobre o caso

“O que Jimmy disse foi liberdade de expressão, não discurso de ódio. As pessoas parecem querer proteger a liberdade de expressão apenas quando isso convém à sua agenda. Embora eu não concordasse nem um pouco com Charlie Kirk; sua morte a tiros me enojou; e deveria ter enojado qualquer ser humano decente. O que está acontecendo com o nosso país?”, escreveu a atriz Jean Smart nas redes sociais.

“Passei muito tempo em público e no privado defendendo comediantes com os quais eu não concordo. Se você é um comediante e não chama a atenção para a insanidade que é tirar o programa do Kimmel do ar, nem tente sair falando sobre liberdade de expressão mais”, escreveu o humorista Mike Birbiglia também nas redes sociais.

Caso gerou repercussão entre políticos dos EUA

A suspensão do talk show também foi comentada por políticos norte-americanos.

“Comprar e controlar plataformas de mídia. Demitir comentaristas. Cancelar programas. Não são coincidências. É coordenado. E é perigoso. O @GOP não acredita na liberdade de expressão. Eles estão censurando você em tempo real”, escreveu o governador da Califórnia, Gavin Newsom.

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“Todos em todo o espectro político deveriam se manifestar para impedir o que está acontecendo com Jimmy Kimmel. Trata-se de proteger a democracia. Isso deve ir a tribunal (…) a América deveria ser um bastião da liberdade de expressão”, escreveu o senador democrata Chuck Schumer.

Assassinato de Charlie Kirk

Charlie Kirk era ativista político e aliado próximo do presidente Donald Trump. A morte dele gerou forte repercussão entre apoiadores conservadores e autoridades locais. Durante as investigações, os agentes encontraram mensagens gravadas em quatro cartuchos de bala usados no crime.

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Segundo depoimento apresentado pelas autoridades, uma das inscrições dizia: “Ei, fascista! Pregue”, seguida por uma sequência de setas direcionais, aparentemente uma referência a comandos de jogos eletrônicos que ativam bombas. Outra mensagem dizia: “Se você ler isso, você é gay, lol”, usando a sigla em inglês para “rindo muito”.

As autoridades ainda não divulgaram o motivo exato do ataque, mas o conteúdo das mensagens sugere uma possível motivação ideológica ou provocativa.

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Suspeito foi preso

Tyler Robinson, de 22 anos, foi detido após uma perseguição de 33 horas, acusado de homicídio qualificado, disparo de arma de fogo com lesão corporal grave e obstrução da Justiça. Ele foi preso na casa dos pais na última sexta-feira (12), a cerca de 420 quilômetros do local do crime, que ocorreu durante um evento com 3 mil pessoas na Universidade Utah Valley, na cidade de Orem.

O Discord confirmou que está colaborando com o FBI e autoridades locais, fornecendo dados sobre as atividades online do suspeito. Embora a plataforma afirme não ter encontrado indícios de planejamento do crime, as mensagens revelam que Robinson se tornou mais político nos últimos anos e já havia criticado publicamente Charlie Kirk.

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O governador de Utah, Spencer Cox, afirmou que o motivo do crime ainda está sob investigação, mas indicou que Robinson parece ter uma “ideologia esquerdista”. O caso segue em investigação pelas autoridades federais e estaduais.

*Sob supervisão de Luana Amorim

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