O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE) afirmou neste domingo (25) que “não há possibilidade técnica” de reabrir as urnas fechadas às 17h. Uma decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou o horário de encerramento da votação até as 19h em urnas que ainda estavam abertas.
Nenhuma seção eleitoral do estado foi prorrogada até 19h, segundo o presidente do TRE-SC, desembargador Carlos Roberto da Silva. Ele afirma que a Justiça Eleitoral de Santa Catarina não recebeu comunicação oficial sobre prorrogação do período de votação. Desta forma, às 17h, os mesários em SC seguiram o trabalho de encerramento da votação.
“Não tivemos nenhuma informação de qualquer tipo de situação que justificasse, a princípio, a prorrogação do prazo de votação. Nós não temos, aqui em Santa Catarina, situações a justificar uma prorrogação“, disse o desembargador Carlos Roberto da Silva.
Zanin decide que prorrogação só vale para urnas que estavam abertas
Por volta das 17h05min, veio a público uma decisão do ministro Cristiano Zanin de adiar de 17h para 19h o encerramento das votações. Por volta das 18h, o ministro deu uma nova decisão explicando que a medida só vale para as urnas que ainda estavam abertas.
Mais cedo, a coligação de Lula (PT) pediu o adiamento das urnas em nove estados devido a problemas de mobilidade urbana: São Paulo, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Piauí, Paraíba, Pará, Paraná e Rio de Janeiro. Antes, fez um pedido para três municípios da Bahia: Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
- São Paulo: o pedido aponta que, mesmo com determinação judicial para 100% da frota na capital, cerca de 60% dos veículos estariam circulando, com poucos ônibus no Centro, Zona Leste e Avenida Paulista.
- Alagoas: falta de transporte complementar intermunicipal, vans e micro-ônibus, com filas superiores a uma hora e denúncias de cobrança indevida de passagem a eleitores, o que demandou atuação do Ministério Público.
- Pernambuco: relatos de dificuldades no acesso à gratuidade em ônibus intermunicipais.
- Roraima: recusa de empresas contratadas em cumprir rotas eleitorais, prejudicando o deslocamento de comunidades indígenas.
- Piauí e Paraíba: queixas de redução da frota em Teresina e vídeos em João Pessoa mostrando coletivos passando direto por pontos em uma região da cidade.
- Rio de Janeiro e Pará: notificações de frota reduzida e longas esperas em Petrópolis e São Gonçalo (RJ). E dificuldades de deslocamento na região do Marajó (PA).
