Trump poderá concorrer em 2028? Entenda o que diz a Constituição norte-americana

Dispositivo constitucional em vigor desde 1951 fixa veto definitivo ao republicano e reorganiza a corrida eleitoral em Washington

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Trump continuará no poder pelos próximos dois anos nos EUA (Foto: Redes sociais, Reprodução)

22ª Emenda da Constituição dos EUA proíbe Donald Trump de disputar a presidência em 2028. Texto limita o exercício do cargo a apenas dois mandatos na Casa Branca (Foto: Redes sociais, Reprodução)

A impossibilidade do presidente Donald Trump concorrer à presidência dos Estados Unidos em 2028 é determinada pela 22ª Emenda da Constituição norte-americana, que veda mais de dois mandatos na Casa Branca. O dispositivo constitucional em vigor desde 1951 estabelece o limite legal definitivo para o republicano, o que impede uma nova candidatura após as vitórias eleitorais registradas em 2016 e 2024.

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O veto da 22ª Emenda a novos mandatos

Os Estado Unidos (EUA) e seu sistema eleitoral operam sob o peso desse teto constitucional, que não abre exceções para governos descontínuos. Por ter vencido a disputa contra Hillary Clinton em 2016 e a eleição de 2024 contra o Partido Democrata, o presidente Trump esgotou todas as suas possibilidades jurídicas de chegar novamente ao Salão Oval.

Aprovada em 1951, após os quatro mandatos consecutivos de Franklin D. Roosevelt, a 22ª Emenda à Constituição americana estabelece que ninguém pode ser eleito presidente mais de duas vezes, independentemente de os mandatos serem consecutivos ou intercalados. A regra não exige períodos em sequência, o que significa que um intervalo fora do governo não reinicia a contagem nem abre uma nova possibilidade de candidatura.

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O presidente Trump pode concorrer em 2028? Juridicamente, a resposta é não. A norma constitucional impede qualquer nova candidatura à Presidência por parte de quem cumpriu dois mandatos, o que trava qualquer manobra no colégio eleitoral.

O recuo político de Trump diante da Constituição

O debate sobre um eventual terceiro mandato do presidente Trump começou a ganhar força no início de sua segunda gestão. Em março de 2025, o presidente chegou a declarar publicamente que pretendia buscar uma terceira passagem pelo comando do país. O tom, contudo, mudou radicalmente nos meses seguintes.

Em agosto do mesmo ano, o próprio republicano reconheceu a inviabilidade de seus planos ao admitir que “provavelmente não voltaria a disputar”, curvando-se à clareza do texto constitucional. A mudança de discurso evitou uma crise institucional sem precedentes em Washington sobre os limites do poder presidencial.

O novo cenário no Congresso dos EUA

O cenário político ficou ainda mais complexo após a derrocada do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato (midterms). Os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes, superando o patamar de 218 das 435 cadeiras, e retomaram o controle do Senado, onde 35 das 100 vagas estavam em disputa.

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A virada nas eleições de meio de mandato retirou do governo o domínio do Poder Legislativo, isolando a gestão republicana nos dois últimos anos de mandato. Apesar do forte impacto político desse resultado nas eleições de meio de mandato, analistas lembram que a trava eleitoral de Trump é 100% legal. A oposição não precisou mover uma palha para barrá-lo, pois a limitação já estava cravada na Carta Magna.

A disputa das eleições pela sucessão na Casa Branca em 2028

As projeções para as eleições presidenciais dos EUA de 2028 indicam uma reconfiguração completa na direita americana. Sem a figura de Trump nas urnas, o Partido Republicano precisará construir um novo nome para a sucessão, enquanto a 22ª Emenda encerra definitivamente a era do empresário no topo da política eleitoral do país.

O “time de Trump” nas eleições de meio de mandato dos EUA