Assinatura digital e lacração dos sistemas das urnas eletrônicas foram concluídas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (4), em Brasília, para blindar os programas das Eleições 2026. O procedimento oficial do TSE encerra o ciclo de desenvolvimento dos softwares e cria uma espécie de “impressão digital” exclusiva nos programas, e faz com que qualquer tentativa de alteração do código-fonte bloqueie a inicialização do equipamento.
Como funciona a lacração das urnas do código-fonte
A segurança das urnas é baseada em um rigoroso processo criptográfico que protege o voto em diferentes etapas. Cada programa recebe uma assinatura digital, a chave de identificação matemática exclusiva no momento da lacração das urnas.
Se um único arquivo sofrer alguma alteração depois disso, a sua “impressão digital” muda instantaneamente, e faz com que a assinatura seja invalidada.
A auditoria contínua completa esse mecanismo. Sistemas de fiscalização verificam o código antes, durante e depois da votação para confirmar a segurança do voto.
Impacto da assinatura digital no dia da eleição
Na prática, a lacração das urnas funciona como um cofre tecnológico trancado a sete chaves. A assinatura digital assegura a autenticidade e integridade dos sistemas no dia da votação, e garante que o programa instalado em cada máquina pelo país é exatamente o mesmo auditado e aprovado pela Justiça Eleitoral.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, conduziu o ato ao lado de autoridades como o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, além de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Ministério Público. Na cerimônia, o presidente do TSE afirmou:
A partir da aposição das assinaturas digitais, não é mais possível efetuar alterações nos sistemas. Garantimos a autenticidade e a integridade das versões ora lacradas.
Após o término da cerimônia, os programas assinados foram armazenados fisicamente e digitalmente na sala-cofre do tribunal. Entidades externas que desenvolveram ferramentas próprias para checagem da assinatura digital também tiveram seus programas compilados e arquivados no mesmo local.
Calendário oficial até 4 de outubro
A lacração das urnas abre espaço para a reta final de preparação do calendário eleitoral. O cronograma oficial do TSE prevê as seguintes etapas até o dia das eleições 2026:
- 4 de outubro é a data do primeiro turno das Eleições 2026: eleitores de todo o país vão às urnas para votar nas seções eleitorais.
- 25 de outubro marca o segundo turno: a votação será realizada nas cidades e nos estados onde a disputa não for definida no primeiro turno.
- Em setembro concentra a geração de mídias: os dados de candidatos e eleitores são carregados nos cartões de memória que serão utilizados pelas urnas eletrônicas.
- Na véspera das eleições 2026, ocorre a totalização dos votos: são realizados testes e verificações nos sistemas responsáveis pela transmissão e pela contagem dos dados da votação.
Com o encerramento do desenvolvimento e o bloqueio criptográfico ativo, a Justiça Eleitoral inicia a distribuição e configuração de cada uma das urnas que serão utilizadas em todo o território nacional.
FOTOS: O que é importante saber sobre as urnas eletrônicas no Brasil
*Com edição de Luiz Daudt Junior.





