Efeitos colaterais e atraso em tratamentos são riscos da automedicação, alerta médico

Especialista reforça que só um profissional pode decidir pelo melhor remédio

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Luis Carlos Stoeberl alerta para riscos da automedicação (Foto: Divugação)

Além causar efeitos colaterais, a automedicação pode atrapalhar o tratamento de doenças crônicas. O alerta é do médico oncologista e professor da Estácio Jaraguá do Sul, Luis Carlos Stoeberl. Em entrevista ao Notícia na Manhã desta sexta-feira (24), reforçou que a adoção de medicamentos deve ser uma decisão entre médico e paciente.

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– Basicamente, o maior risco seria o surgimento de algum efeito indesejado dessa medicação. Alguma coisa que possa interagir com a medicação que o paciente já toma para uma doença crônica, por exemplo, ou o surgimento de um novo sintoma, que a gente chama de efeito colateral, que pode atingir órgãos importantes como fígado, rim e até a ou até a parte do estômago, do aparelho digestivo alto – explicou.

Ouça entrevista:

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CBN Diário · Entrevista Médico Oncologista E Prof Da Estácio Jaraguá Do Sul Luis Carlos Stoeberl 24 07 20 Manha

De acordo com o Stoeberl, durante o inverno a procura pela automedicação aumenta. Durante a pandemia do coronavírus, muita gente recorreu ao uso de remédios por conta própria, mas a decisão pode trazer consequências graves.

– Ainda não há evidências científicas da eficácia (…) mas a decisão de tomar alguma medicação para a infecção da covid tem que ser feita dentro de uma consulta médica, num julgamento com o seu médico, jamais procurar uma farmácia para adquirir medicações como hidroxicloroquina, ivermectina, como qualquer outra medicação, pode ter efeitos colaterais principalmente, de acordo com alguma doença preexistente que o paciente venha a ter – afirmou.

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