Menina de 8 anos morre vítima de ameba comedora de cérebro um dia após aniversário: “Como seguir em frente?”, lamenta família

Menina estava lutando contra a infecção rara desde 15 de agosto; vítima morreu no sábado (22), um dia depois de completar 8 anos

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Lillian Smart, de 8 anos, morreu no sábado (22) (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Lillian Smart, de 8 anos, morreu no sábado (22) após contrair um parasita raro, conhecido popularmente como “ameba comedora de cérebros”, depois de nadar em um lago nos Estados Unidos. A menina, que comemorou o aniversário um dia antes de falecer, estava lutando contra a infecção desde o dia 15 de agosto.

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Lillian morava em Ruston, estado da Louisiana, e morreu após ser infectada com a bactéria fatal Naegleria fowleri, uma ameba que causa uma infecção cerebral rara e geralmente fatal, depois de nadar no Lago Claiborne.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, a rara ameba microscópica, chamada Naegleria fowleri, é encontrada, em geral, em águas doces e quentes nos estados do sul dos Estados Unidos e pode causar uma infecção cerebral fatal.

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Segundo os pais, que comentaram a perda da filha nas redes sociais, a menina morreu um dia após completar 8 anos, devido a graves lesões cerebrais.

“Na noite passada, Lillian correu dos nossos braços para os braços de Jesus”, disse sua família na publicação.

“Os ferimentos em seu cérebro foram graves demais para que seu pequeno corpo se recuperasse. Todos fizeram tudo o que podiam para mantê-la aqui. Estamos com o coração partido e, sinceramente, não sabemos o que fazer agora. Como vamos seguir em frente sem a nossa menina?”

Lillian lutava contra parasita em hospital

Lillian estava hospitalizada desde 15 de agosto, informou a KNOE, rede de televisão de Louisiana. Enquanto sua família enfrentava a crise de preocupação com a filha, mais de duas dezenas de empresas em Ruston demonstraram apoio e doaram uma parte das vendas para a família Smart, de acordo com a página do Facebook “Love for Lillian”.

No dia 19 de agosto, o Departamento de Saúde da Louisiana confirmou que uma moradora do estado havia sido infectada com a ameba e afirmou que a exposição provavelmente ocorreu enquanto a pessoa nadava no Lago Claiborne, na paróquia de Claiborne.

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Amigos da família confirmaram posteriormente que Lillian era a residente infectada, de acordo com The Guardian.

Infecção por ameba comedora de cérebro é rara, mas grave

A infecção por Naegleria fowleri é extremamente rara, mas apresenta altíssima gravidade. Milhões de pessoas frequentam águas doces mornas todos os anos sem apresentar qualquer problema, e os casos registrados globalmente são muito escassos em termos estatísticos, segundo o CDC. No entanto, por evoluir de forma muito rápida e ser quase sempre fatal, qualquer confirmação gera grande alerta na saúde pública.

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No estado de Louisiana, outros três casos de mortes por Naegleria fowleri foram registrados desde 2011, segundo o Departamento de Saúde estadual. Entre 1962 e 2024, foram relatados 167 casos de PAM nos Estados Unidos. Apenas quatro sobreviveram, segundo o CDC.

Um homem de 20 anos da paróquia de St. Bernard, em Luisiana, morreu em 2011 após usar água da torneira para lavar as narinas, enquanto uma mulher de 51 anos da paróquia de DeSoto morreu após usar água da torneira para um propósito semelhante, segundo o New York Post.

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Em 2023, uma criança do Arkansas morreu após contrair a bactéria em um parque aquático de um clube de campo na capital do estado, Little Rock.

No Brasil, o registro da doença é raro. O último caso registrado foi em 2024, quando uma criança de 1 ano e 3 meses, de Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, faleceu em 19 de setembro, sete dias após o início dos sintomas.

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De acordo com o Ministério da Saúde, no Brasil, o único relato na literatura científica sobre o caso de meningoencefalite amebiana em humano causada por Naegleria fowleri ocorreu em 1975, no estado de São Paulo.

O que é Naegleria fowleri, ameba comedora de cécrebros

A Naegleria fowleri causa meningoencefalite amebiana primária (MAP), uma infecção cerebral extremamente rara. Ela só se desenvolve quando a água contaminada entra pelo nariz e a ameba, popularmente conhecida como “ameba comedora de cérebro”, migra para o cérebro, destruindo e consumindo o tecido cerebral.

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Ela não é encontrada em água salgada ou em piscinas que sejam devidamente mantidas e cloradas. A ameba não é transmitida ao beber água contaminada e não passa de pessoa para pessoa.

De acordo com o CDC, “a maioria das pessoas com ameba comedora de cérebros morre entre 1 e 18 dias após o início dos sintomas. Geralmente, a doença leva ao coma e à morte após 5 dias”.

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A doença normalmente começa com dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos, antes de evoluir para rigidez na nuca, convulsões e coma, e pode causar a morte em até duas semanas.