Não é apenas timidez: o sofrimento silencioso das meninas no espectro autista

Entenda por que o autismo em meninas é menos identificado, quais são os sinais de autismo feminino e como o diagnóstico tardio pode afetar a vida

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Meninas no espectro autista podem desenvolver formas de se adaptar socialmente, o que faz com que alguns sinais passem despercebidos (Foto: Magnífic)

Meninas no espectro autista podem desenvolver formas de se adaptar socialmente, o que faz com que alguns sinais passem despercebidos (Foto: Magnífic)

Você já imaginou que algumas meninas podem estar no espectro autista e passar anos sem um diagnóstico? Apesar de não parecer isso é comum e acontece porque, em muitos casos, os sinais aparecem de uma forma diferente e podem ser confundidos com outros comportamentos.

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Um estudo ajuda a explicar por que o autismo em meninas ainda é menos identificado do que em meninos e como essa demora pode atrasar o acesso ao acompanhamento adequado.

Por que o autismo em meninas pode passar despercebido

Um dos principais desafios está na forma como os sinais aparecem.

Muitas meninas desenvolvem estratégias para se adaptar socialmente, observando e imitando comportamentos de outras pessoas. Essa capacidade de “mascarar” algumas dificuldades pode fazer com que o autismo não seja percebido logo no início.

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Na escola ou em casa, por exemplo, elas podem parecer apenas mais tímidas, quietas ou reservadas.

Quais sinais podem aparecer no dia a dia

Enquanto alguns meninos apresentam comportamentos mais evidentes, em meninas os sinais podem ser mais sutis.

Alguns exemplos são dificuldade em interações sociais, esforço grande para se encaixar em grupos, interesses muito intensos, cansaço depois de situações sociais e maior sensibilidade a sons, luzes ou outros estímulos.

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Esses comportamentos nem sempre chamam atenção, principalmente quando a criança consegue acompanhar algumas expectativas sociais.

Como o diagnóstico tardio pode afetar

Quando o diagnóstico demora, a pessoa pode passar anos sem entender algumas dificuldades que enfrenta no dia a dia.

Isso pode influenciar a autoestima, as relações sociais, a vida escolar e a forma como ela lida com as próprias emoções.

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Além disso, algumas meninas recebem outros diagnósticos antes de uma avaliação mais completa.

Por que o autismo em meninas ainda é menos reconhecido

O subdiagnóstico acontece por diferentes fatores.

Durante muito tempo, os estudos sobre autismo foram mais baseados em características observadas em meninos, o que dificultou a identificação de diferentes formas como a condição pode aparecer.

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Além disso, a falta de informação sobre sinais femininos e a interpretação de alguns comportamentos como apenas “timidez” também contribuem para que muitos casos passem despercebidos.

A importância de observar além do comportamento

Famílias e educadores têm um papel importante na percepção de mudanças e dificuldades que fogem do esperado.

Mais do que observar se uma criança é mais quieta ou reservada, é importante entender se existe sofrimento, dificuldade de interação ou um esforço constante para se adaptar.

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Quando há suspeita, buscar uma avaliação especializada pode ajudar a encontrar o suporte adequado.

Nem todo sinal aparece da mesma forma

O autismo pode se manifestar de maneiras diferentes em cada pessoa. Por isso, olhar apenas para um único comportamento pode não ser suficiente.

O reconhecimento dos sinais e o acesso ao diagnóstico podem fazer diferença para que meninas no espectro tenham o acompanhamento necessário desde cedo.