Receitas falsas de medicamentos controlados são descobertas e polícia é acionada em Joinville

Irregularidades foram identificadas durante fiscalização de rotina

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Comunicado foi emitido pela Vigilância Sanitária do município (Foto: Arquivo NSC Total)

A Vigilância Sanitária de Joinville identificou o recebimento de receitas falsas de medicamentos em farmácias e drogarias do município. O comunicado, emitido em 13 de maio, revelou que as prescrições são referentes a receitas do tipo A, B e B2, referentes a remédios controlados, do tipo psicotrópicos. A Polícia Civil foi notificada sobre o caso.

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As receitas que foram identificadas com irregularidades são as do tipo amarelas e azuis, referentes a medicamentos psicotrópicos e psicotrópicos anorexígenos, que atuam no sistema nervoso central. Segundo a Vigilância Sanitária, os indícios de que as prescrições seriam falsas foram encontrados durante a rotina de apresentação dos documentos que são recebidos por farmácias e drogarias.

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Diante da suspeita, a equipe iniciou imediatamente uma apuração junto aos profissionais médicos cujos nomes constavam nas prescrições, sendo possível confirmar a falsificação dos documentos. Em um dos casos, o número de registro de um dos médicos no Conselho Regional de Medicina (CRM) era inexistente.

Segundo a Vigilância, a Polícia Civil foi oficialmente comunicada por meio de ofício. Os profissionais médicos citados nas receitas falsificadas, assim como os estabelecimentos que comercializaram medicamentos a partir desses documentos, foram orientados a registrar Boletim de Ocorrência e encaminhá-lo à Vigilância Sanitária para conhecimento e providências.

Ainda, a vigilância informa que os médicos Alexandre Duarte Baumer e Paulo Duarte de Carvalho foram devidamente contatados e afirmaram, de forma categórica, que as assinaturas constantes nas notificações de receita apresentadas à Vigilância Sanitária, com as numerações e especificações citadas no comunicado, são falsificadas.

A reportagem do NSC Total entrou em contato com a Clínica Neurológica e Neurocirúrgica De Joinville Ltda. e a Clínica Ecoville Ltda, citadas no documento da Vigilância Sanitária como estabelecimento emitente das receitas falsas. 

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A Clínica Neurológica e Neurocirúrgica De Joinville afirma estar ciente do ocorrido e que medidas cabíveis foram tomadas junto às autoridades para esclarecer os fatos. Além disso, a clínica afirma que o médico citado com vínculo ao espaço, Paulo Duarte de Carvalho, não faz, e nunca fez, parte do corpo clínico.

Da mesma maneira, a Clínica Ecoville afirma que o médico Paulo Duarte de Carvalho também não atua no local. A Clínica relata que registrou Boletim de Ocorrência e notificou os órgãos responsáveis sobre a provável falsificação de receita com o CNPJ e nome da unidade. Além disso, a Clínica Ecoville afirma que ainda não teve retorno da Polícia Civil ou da Vigilância Sanitária após a primeira notificação. A Clínica ressalta que, como vítimas da fraude, espera que medidas sejam tomadas para evitar mais casos como este.

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Os médicos citados como vítimas da falsificação no comunicado, Alexandre Duarte Baumer, Paulo Duarte de Carvalho e Abdo Henrique Araujo, não foram localizados pela reportagem. O espaço segue aberto.

A reportagem também fez contato com a Polícia Civil em Joinville para apurar se já há investigação em andamento sobre o caso, mas ainda não recebeu informações.

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Alerta para os profissionais

Com o objetivo de alertar os profissionais farmacêuticos atuantes em farmácias e drogarias quanto aos cuidados no recebimento dos tipos de receitas citadas, a Vigilância Sanitária emitiu um comunicado oficial. Nos casos em que já tenha ocorrido a dispensação de medicamentos com base em notificações com numeração irregular, essas devem ser encaminhadas à Vigilância para fins de instrução processual e eventual responsabilização administrativa, civil ou penal dos envolvidos. O comunicado também alerta para que os estabelecimentos não aceitem as receitas irregulares.

*Sob supervisão de Leandro Ferreira

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