Saiba as cidades de SC que vão receber as primeiras doses da vacina contra a dengue

Cronograma para aplicação das doses foi apresentado pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (25)

Compartilhe:
Saiba as cidades de SC que vão receber as primeiras doses da vacina contra a dengue

Vacinação contra a dengue terá início em fevereiro (Foto: Fiocruz, Divulgação)

Ao menos 13 cidades de Santa Catarina vão receber as primeiras doses da vacina contra a dengue. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde na manhã desta quinta-feira (25). A data em que as doses serão enviadas ao Estado não foi divulgada.

Continua após a publicidade

Siga as notícias do NSC Total pelo Google Notícias

Para definir os municípios que irão receber a vacina, o governo federal formulou alguns critérios em conjunto com o Conass e Conasems, órgãos representantes de estados e municípios. As primeiras doses chegarão nos municípios de grande porte (mais de 100 mil habitantes) com alta transmissão de dengue, maior número de casos em 2023 e 2024, predominância do sorotipo DENV2 e definição por regiões de saúde, abrangendo todas as regiões do país.

Continua após a publicidade

Após morte por dengue, SC divulga primeiros dados e alerta para aumento de casos em 2024

Ao todo, 521 cidades brasileiras vão receber a vacina em 37 regiões de saúde. Em Santa Catarina, serão 13 municípios, que integram a região de Saúde do Nordeste. São eles: Araquari, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Joinville, Massaranduba, São Francisco do Sul, São João do Itaperiú e Schroeder.

O Ministério da Saúde também divulgou outras ações que serão realizadas ao longo do ano para o combate da doença. Entre elas estão o investimento de R$ 30 milhões para liberação de mosquitos Aedes com a bactéria Wolbachia em Joinville, no Norte de Santa Catarina, e outros cinco municípios: Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná; Presidente Prudente, em São Paulo; Uberlândia, em Minas Gerais; e Natal, no Rio Grande do Norte.

Por que Joinville vai usar método criado na Austrália para modificar mosquitos da dengue

Continua após a publicidade

A Wolbachia impede o Aedes aegypti de transmitir o vírus, e funciona como um controle biológico da dengue. A bactéria é transmitida pela reprodução dos insetos, e em pouco tempo a população de Aedes aegypti passa a ter, majoritariamente, a Wolbachia — o que controla a transmissão da dengue.

Crianças e adolescentes são público-alvo

Em 2024, o público-alvo serão crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Essa faixa etária concentra o maior número de hospitalizações por dengue, depois de pessoas idosas, grupo para o qual a vacina não foi liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Continua após a publicidade

O Brasil é o primeiro país a oferecer a vacina contra a dengue no sistema público universal. O Ministério da Saúde incorporou a vacina contra a dengue em dezembro de 2023. A inclusão foi aprovada de forma célere pela Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias no SUS (Conitec).

A primeira remessa da vacina contra a dengue chegou ao Brasil no sábado (20). Ao todo, são 720 mil doses do imunizante Qdenga, oferecidas pelo laboratório japonês Takeda Pharma, que serão aplicadas pelo SUS.

Continua após a publicidade

Composto por quatro sorotipos distintos, o imunizante utiliza a tecnologia de vírus atenuado, em que a vacina traz o vírus da dengue modificado de forma a infectar, mas não causar a doença. No esquema de duas doses com intervalo de 90 dias, a vacina teve eficácia de 80,2% contra dengue, com período de proteção de 12 meses após o recebimento da segunda aplicação.

Por ser feita com vírus enfraquecido, a vacina é contraindicada para gestantes, lactantes, pessoas com algum tipo de imunodeficiência ou sob algum tratamento imunossupressor. Por esse motivo, a Anvisa ainda não aprovou a aplicação em idosos, que poderiam desenvolver a doença por terem imunidade mais baixa.

Continua após a publicidade

O Ministério da Saúde receberá, ainda, cerca de 600 mil doses gratuitas da fabricante, totalizando 1,32 milhão. Além disso, o governo comprou 5,2 milhões de doses, que serão gradualmente entregues até novembro.

As 6,52 milhões de doses representam a capacidade total disponível no laboratório para este ano. Diante da limitação de produção da vacina, pouco mais de 3,2 milhões de pessoas serão vacinadas em 2024, já que o esquema vacinal requer a aplicação de duas doses, com intervalo mínimo de 90 dias entre elas.

Continua após a publicidade

Leia também

O ciclo de vida do Aedes aegypti, mosquito da dengue, chikungunya e zika