SC atende 430 crianças e adolescentes com câncer infantojuvenil em oito meses no Cepon

O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento especializado e humanizado, aumenta de forma significativa as chances de cura

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Cepon fica localizado no bairro Itacorubi, em Florianópolis (Foto: Cepon, Divulgação)

O Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) de Santa Catarina atendeu 431 pacientes de 0 a 19 anos que buscavam a primeira consulta com câncer infantojuvenil, entre janeiro e agosto de 2025. Em Santa Catarina, estão previstos 310 novos casos este ano, de acordo com a previsão divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde.

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A neoplasia em jovens e adolescentes, diferentemente do câncer em pessoas adultas, ocorre de forma predominante de natureza embrionária, podendo afetar as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação do corpo. De acordo com o diretor-geral do Cepon, Marcelo Zanchet, o centro busca acolher de forma humanizada crianças que necessitam de sedação para o tratamento radioterápico e adolescentes que também enfrentam o câncer.

“Recentemente, o espaço destinado ao acolhimento infantil foi revitalizado, recebendo novos brinquedos, móveis adequados e uma pintura artística, tudo cuidadosamente planejado para reduzir o estresse das crianças e de seus familiares. Além disso, recebemos adolescentes e jovens adultos a partir dos 15 anos em uma ala específica, que também segue os princípios de humanização, com ambiente colorido e acolhedor, proporcionando maior conforto durante o tratamento”, diz.

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Causas do câncer infantojuvenil

De acordo com o oncologista clínico do setor de Adolescentes e Adultos Jovens do Cepon, Matheus Cadore, o câncer infantojuvenil não possui uma única causa, abrangendo diversas doenças e podendo variar conforme a idade.

Em bebês e crianças muito pequenas, alguns tumores, como o retinoblastoma, podem estar ligados a fatores hereditários. Já em crianças maiores e adolescentes, os médicos observam com mais frequência linfomas e leucemias, além dos Sarcomas, que nessa faixa etária acometem mais os ossos, ligamentos, tendões, e que podem estar relacionados ao estirão de crescimento, segundo o oncologistas.

— Outros tumores em adolescentes estão relacionados à maturação sexual, especialmente nos meninos. Tumores de testículo, por exemplo, são mais comuns em jovens — afirma.

Sinais de alerta

Alguns dos sinais que pais e responsáveis devem ficar em alerta são:

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  • febre persistente por mais de uma semana sem causa aparente;
  • palidez acentuada;
  • hematomas ou sangramentos inexplicáveis;
  • linfonodos aumentados ( “ínguas”) sem sinais de infecção ou que não desaparecem em até dez dias;
  • perda de peso sem explicação;
  • aumento abdominal;
  • dor óssea localizada que piora com o passar dos dias.

Além disso, outros sintomas também podem aparecer e podem ser observados, principalmente em crianças pequenas. Isso inclui a fotografia dos olhos dos bebês com flash de câmera, observando se há manchas esbranquiçadas em vez do reflexo vermelho esperado.

Prevenção

De acordo com especialistas, os Sarcomas não têm medidas específicas de prevenção.

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— O que podemos e devemos fazer também é investir em saúde preventiva para a vida adulta, como manter o calendário vacinal em dia, a exemplo das vacinas contra hepatite B e HPV, estimular hábitos saudáveis, boa alimentação, prática de exercícios físicos e atenção à saúde mental. Esses cuidados terão impacto direto na redução de alguns tipos de câncer ou outras doenças no futuro — explica o oncologista Matheus Cadore.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é a principal causa de morte por doenças em crianças e adolescentes. O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento especializado e humanizado, aumenta de forma significativa as chances de cura, com melhor qualidade de vida às crianças e adolescentes, segundo o médico.

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