UPA Sul de Joinville tem pessoas deitadas no chão, corredores cheios e longas esperas

Segundo a prefeitura, unidade está com o dobro da demanda habitual

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UPA Sul Joinville lotada

Unidade estava lotada nesta terça-feira (4) de manhã (Foto: Cristiano Gomes / NSC TV)

Pessoas deitadas no chão, de pé com crianças no colo ou que passaram quase que um dia inteiro aguardando atendimento, cochilando nas cadeiras na sala de espera. Este é o cenário da UPA Sul de Joinville, que registra superlotação desde a tarde de segunda-feira (3). Ainda nesta manhã de terça-feira (4), o movimento continuava intenso, mais pessoas chegavam do que saíam em uma cena se repete há pelo menos duas semanas na cidade.

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Ao Bom Dia Santa Catarina, da NSC TV, o idoso Nairo Girard contou que chegou no início da noite de segunda na unidade, que foi enviado de um local para o outro e, 12 horas depois, ainda não havia sido atendido. Já a dona de casa Inês Meurr diz que chegou com a filha reclamando de falta de ar e dor no peito, mas teve de esperar por horas porque apenas um clínico estava atendendo no local.

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Em um vídeo recebido pela reportagem, um morador aparece no chão. Ele se contorcia com cólica renal e, como não tinha espaço nos corredores e a espera era longa, deitou-se no piso e cobriu-se com uma coberta.

— Eu cheguei às 7h30 de ontem e estou saindo às 5h40 do dia seguinte. Tem muita gente fazendo teste para dengue e o sistema está caindo. Isso está um caos — relatou o jovem Odair de Maia.

UPA Sul tem demanda o dobro acima do habitual

Questionada pelo AN, a prefeitura, por meio da assessoria de comunicação, informou que a UPA Sul tem registrado o dobro da demanda habitual. Nas últimas 24 horas, segundo o município, foram atendidos mil pacientes e o tempo de espera para passar pela triagem e receber a pulseira que classifica a gravidade é de 30 minutos. Já o tempo de espera para passar pelo médico é de 3 horas e 30 minutos. Na ala de pediatria a demora é de uma hora.

O governo municipal explica que quatro emergências relacionadas a acidentes acabaram interferindo na demora dos atendimentos e, na ocasião, 15% da demanda era por dengue e a maioria queixas por doenças respiratórias.

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Pensando em desafogar as UPAs, na semana passada foi instalada, no bairro Boa Vista, uma central especializada de atendimento para dengue pessoas com sintomas leves e moderados. Desde então, um total de 1.194 pessoas foram atendidas no local e, desse número, 363 pacientes testaram positivo para a doença.

O município diz que, mesmo sem gravidade, os moradores que procuram as UPAs com sintomas de dengue seguem sendo atendidos no local, já que a central só funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h.

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Ainda conforme a Secom, entendendo que a UPA Sul necessita de suporte, a partir de quarta-feira (5), a secretaria de Saúde vai ativar a unidade do bairro João Costa para atendimento pediátrico. A curto prazo, a prefeitura instituiu o Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes), em nova iniciativa para o enfrentamento da doença.

A criação de um Coes é uma das exigências do Estado para os municípios terem acesso aos recursos adicionais para a dengue e Joinville está solicitando R$ 820 mil ao governo estadual.

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Atualmente, Joinville tem mais de 2,7 mil casos confirmados de dengue, um número 95% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. A alta de casos fez Joinville anunciar a instalação do gabinete de crise, uma força-tarefa com participação de diferentes secretarias municipais, sob coordenação do prefeito Adriano Silva (Novo). Ainda na semana passada, foi decretada a situação de emergência.