A apresentadora e empresária Val Marchiori, de 51 anos, contou que foi diagnosticada com uma lesão pré-maligna no intestino. Em vídeo publicado nesta quarta-feira (14), ela afirmou que a alteração já foi retirada e que precisará repetir exames nos próximos meses.
A socialite foi internada na última sexta-feira (9), depois que um exame apontou a alteração.
“Eu fiz o PET scan esse ano para ficar mais tranquila, e ele detectou essa massa no intestino, que estava muito grande, e deu essa lesão pré-maligna”, relatou. “Eu vou ter que repetir o exame daqui a três meses para ver se retirou tudo.”
Segundo o relato dela, o caso não tem relação com o câncer de mama que tratou em 2025.
Val disse ainda que ficou abalada com o resultado e que pretende se afastar temporariamente das redes sociais. “Agora quero descansar, cuidar um pouco de mim e me distanciar das redes, porque o emocional fica muito abalado”, afirmou.
No fim do vídeo, ela reforçou aos seguidores a importância de realizar exames periódicos, principalmente para quem tem histórico familiar de câncer.
Veja fotos de Val Marchiori
O que é uma lesão pré-maligna no intestino
Lesão pré-maligna é o nome dado a uma alteração no tecido que ainda não é câncer, mas que pode evoluir para um tumor se não for tratada. No intestino, o caso mais comum são os pólipos, pequenas formações que crescem na parede interna do órgão.
A maior parte dos pólipos não vira câncer. Quando a progressão ocorre, costuma levar anos, e é justamente esse intervalo que torna o rastreamento eficaz: identificada a lesão, a remoção interrompe o processo antes que o tumor se desenvolva.
Por isso, a retirada de uma lesão pré-maligna não é o mesmo que tratar um câncer. É o que impede que ele apareça.
Quando fazer os exames de rastreamento
As recomendações variam conforme o risco individual.
Para pessoas sem fator de risco conhecido, sociedades médicas brasileiras recomendam iniciar o rastreamento de câncer colorretal aos 45 anos. A proposta em discussão para implantação no SUS prevê teste imunoquímico fecal a cada dois anos para a faixa de 50 a 75 anos, com colonoscopia nos casos de resultado positivo.
Quem tem histórico familiar da doença, doença inflamatória intestinal ou síndromes genéticas associadas pode precisar começar mais cedo, e essa definição cabe ao médico.
Sintomas como sangue nas fezes, mudança persistente no hábito intestinal, dor abdominal frequente, perda de peso sem causa aparente e anemia merecem avaliação, independentemente da idade.
As informações desta reportagem não substituem a avaliação de um profissional de saúde. Procure um médico para orientação sobre quais exames são indicados no seu caso.
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