Um furto ocorrido há cerca de um ano ainda causa consequências na vida do empresário Thierry Felipe Mielke, que trabalha para se reerguer. Na ocasião, a dupla articulou para arrombar a loja de roupas, que ficava localizada no Centro de Joinville, e conseguiu levar todo o estoque. O prejuízo foi calculado em torno de R$ 100 mil, na época.
O crime resultou em uma dívida de R$ 300 mil a ele, que precisou fechar a unidade e buscar outras formas de sustento. Thierry também teve impacto psicológico e passa por tratamentos. Atualmente, trabalha como motorista de aplicativo.
“A loja era um sonho para mim, sabe?”, compartilhou para o NSC Total. “A gente tinha feito a mudança recente foi um investimento muito alto. O comércio já não é fácil e, com a mudança, estávamos com o caixa muito baixo, naquela correria para conseguir pagar todas as contas”, disse.
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Ele explica que o investimento na unidade foi cerca de R$ 100 mil, no estoque, e R$ 50 mil na estrutura. “Eu sempre quis ter uma loja daquele jeito, inclusive com uma mesa de sinuca, como eu tanto sonhava. Estávamos muito empolgados com aquela nova fase.” Porém, precisou mudar toda rota de sua vida.
Como aconteceu furto
Por volta das 21h, os suspeitos chegaram na região. Eles estacionaram um carro preto em frente a comércios na rua Blumenau e seguiram a pé para a loja de roupas na rua 9 de Março.
Sem esconder os rostos, eles desligaram o disjuntor, arrombaram a fechadura da porta e invadiram o local. Toda a ação foi registrada por câmeras de segurança, que continuaram funcionando mesmo após a dupla desligar a energia elétrica.
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Em poucos minutos, levaram quase toda a mercadoria, cerca de mil produtos entre calças, bermudas, camisetas, moletons, tênis e acessórios. “Esse aqui é o meu sustento, o sustento da minha família. Ou era até então”, disse o empresário, na época.
O estabelecimento não tinha seguro. Um boletim de ocorrência foi registrado logo quando o crime foi constatado. Na ocasião, parte da mercadoria chegou a ser recuperada, aproximadamente 30%, mas não foi o suficiente para continuar o negócio.
Sem mercadorias para vender, empresário em Joinville não consegue manter negócio
Depois do ocorrido, eles tentaram continuar, mas as contas foram ficando apertadas: não tinham mercadoria, nem dinheiro para comprar mais produtos. “As contas começaram a chegar. Além dos aluguéis, ainda havia os boletos das roupas que tinham sido levadas. No comércio, a gente recebe a coleção e vai pagando os produtos de forma parcelada. Então, mesmo sem as roupas para vender, os boletos continuaram chegando.”
Com isso ele fechou a loja e contraiu muitas dívidas em seu nome. “Hoje eu não consigo ter nada no meu nome, e isso impacta bastante na minha vida porque preciso trabalhar, tenho uma família, esposa, dois filhos”, diz.
Ele, que sempre trabalhou com comércio, foi atrás de outros empregos. Tentou ingressar em algumas vagas, mas acabou não dando certo, também os trabalhos não pagavam o que ele recebia quando tinha a loja. “Eu não tenho faculdade e sempre trabalhei com vendas. Quando você não tem formação, acaba encontrando vagas com uma remuneração muito abaixo do que faturava e da renda que tinha antes”, explica.
Mas, encontrou no trabalho de motorista como aplicativo a forma de voltar a ativa. “Eu agora vou seguir trabalhando. Talvez penso em voltar para o comércio de roupas, mas começar quem sabe com venda online, uma coisa menor. Até porque a gente não tem dinheiro para comprar muito estoque”, disse.
Recentemente, em suas redes sociais também compartilhou sobre o receio que tem de “se jogar” no mundo dos negócios, após a fala de um passageiro. “O passageiro disse que ia vender o carro, fazer empréstimo e tudo mais para abrir uma hamburgueria e isso me deu um gatilho muito forte porque eu fiz isso quando tinha a loja de roupa pequena e me mudei para uma maior”, disse, relembrando o episódio.
Nisso ele deixou uma mensagem: “Ás vezes a gente tá naquela pira, de ‘ah eu sou novo’, e meter o louco, investir. Mas, cara, não é assim, toma cuidado ‘tropa’, vá devagarinho, não dê o passo maior que a perna“, disse.
Segundo Thierry, os envolvidos no crime chegaram a ser presos e passaram por audiência na Justiça. No entanto, conforme as informações mais recentes que recebeu, eles respondem ao processo em liberdade.














