Adolescente que atirou na cabeça de amigo em SC será internado e passará por avaliação psicológica

Menino de 13 anos foi atingido depois que adolescente pegou arma do pai no guarda-roupa em Chapecó, no Oeste catarinense

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Caso ocorreu na tarde de sábado (10), no bairro Efapi, em Chapecó (Fotos: Saer, Divulgação)

Caso ocorreu na tarde de sábado (10), no bairro Efapi, em Chapecó (Fotos: Saer, Divulgação)

O adolescente de 13 anos que atirou de forma acidental contra um amigo da mesma idade no sábado (10) em Chapecó, no Oeste catarinense, será internado provisoriamente por até 45 dias, conforme decisão do Poder Judiciário após um pedido do Ministério Público de Santa Catarina. Além disso, ele também passará por avaliação psicossocial e acompanhamento psicológico, assim como os pais.

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A vítima foi atingida na cabeça. Segundo o relato à Polícia Militar, o adolescente pegou a arma do pai, uma pistola calibre 9 milímetros, no guarda-roupas de casa, retirou o carregador e puxou o gatilho. Ele disse que queria assustar o amigo. Conforme a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, o jovem passou por um procedimento neurocirúrgico e permanece internado no Hospital Regional do Oeste, em estado grave, porém estável.

Para o Ministério Público, há indícios suficientes de autoria do caso para enquadramento provisório do caso como ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio qualificado, em razão do emprego de arma de fogo de uso restrito e da idade da vítima, menor de 14 anos. Também foi destacada a gravidade concreta do caso, sendo inadequadas medidas menos graves diante das circunstâncias.

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A investigação também aponta aponta que o pai do adolescente, proprietário das armas apreendidas, é investigado, em tese, pelo crime de omissão de cautela na guarda de arma de fogo, previsto no Estatuto do Desarmamento.

A decisão judicial também determinou a continuidade do acompanhamento médico e psicológico do adolescente durante o período de internação, o encaminhamento dos responsáveis para atendimento especializado e o prosseguimento das diligências necessárias ao completo esclarecimento dos fatos.