Advogado que já havia sido preso por estelionato contra idosos volta para a cadeia por suspeita de esconder patrimônio em SC

Nova fase da Operação Entre Lobos apura suposta transferência de processos e créditos judiciais para dificultar bloqueios; quatro pessoas foram denunciadas

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MPSC aponta tentativa de ocultar patrimônio após primeiras medidas da justiça (Foto: MPSC, Divulgação)

Um advogado que já havia sido preso durante a primeira fase da Operação Entre Lobos voltou para a cadeia nesta quarta-feira (23), em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Ele é investigado por suspeita de participar de uma tentativa de ocultar patrimônio para dificultar o cumprimento de decisões judiciais.

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A nova fase da operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à Promotoria de Justiça da Comarca de Modelo. Ao todo, quatro pessoas foram denunciadas pelos crimes de obstrução da Justiça, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e associação criminosa.

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a investigação apura fatos que teriam ocorrido depois das primeiras medidas judiciais da Operação Entre Lobos. Conforme as apurações, processos e créditos judiciais vinculados a um escritório de advocacia teriam sido transferidos para outra sociedade do mesmo ramo.

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A suspeita é de que a transferência tenha sido feita para ocultar patrimônio atingido por restrições judiciais e permitir a continuidade da movimentação dos valores.

Documentos, planilhas e outros registros apreendidos durante as diligências indicariam que, mesmo após a transferência, os envolvidos continuaram acompanhando os processos e os valores relacionados ao acervo.

Advogado foi preso novamente

A Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC) determinou a prisão preventiva de um dos denunciados, apontado nas investigações como líder da organização criminosa.

O novo mandado foi cumprido em Chapecó, e o investigado foi encaminhado ao sistema prisional. A decisão também determinou a suspensão do exercício da advocacia.

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A Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB/SC) acompanhou a ação.

Além da prisão, a Justiça determinou medidas cautelares contra outros investigados, como a suspensão do exercício da advocacia, restrições de contato e de acesso aos escritórios investigados e outras obrigações processuais.

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Também foi determinado o bloqueio e a indisponibilidade de bens, direitos e valores de dois denunciados, em montante superior a R$ 500 mil.

Operação começou em 2025

A Operação Entre Lobos começou em julho de 2025, com o cumprimento de medidas judiciais em Santa Catarina, Ceará, Rio Grande do Sul, Bahia e Alagoas.

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Na época, a investigação apurava, entre outros crimes, suspeitas de estelionato contra idosos, organização criminosa, patrocínio infiel e lavagem de dinheiro.

Em janeiro de 2026, a segunda fase cumpriu 13 mandados de busca e apreensão em municípios catarinenses. Na ocasião, houve bloqueio de até R$ 9,6 milhões, apreensão de veículos e aplicação de medidas cautelares.

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Segundo o MPSC, o avanço das investigações apontou que os envolvidos teriam continuado acompanhando processos e recebimentos relacionados ao acervo transferido mesmo após a imposição das restrições judiciais.

Parte dos registros analisados teria sido produzida após a substituição da prisão preventiva por medidas cautelares.

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Conforme a decisão judicial, os novos elementos indicariam a continuidade das práticas investigadas e possível descumprimento das medidas impostas anteriormente. As informações fundamentaram a nova prisão preventiva e as demais medidas adotadas nesta fase.

As investigações continuam.