Casa noturna às margens da BR-470 explorava garotas e as mantinha em condições análogas à escravidão em SC

Estabelecimento promovia prostituição e cobrava multas das profissionais, que acabavam impedidas de deixar o local

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Casa de prostituição foi alvo de mandados nesta quinta-feira (Foto: Polícia Civil, Divulgação)

Uma operação policial movimentou uma casa noturna às margens da BR-470, em Navegantes, na manhã desta quinta-feira (10). O casal dono do estabelecimento é suspeito de manter funcionários em condições análogas à escravidão, incluindo garotas de programa, que eram obrigadas a pagar dívidas exacerbadas que as mantinham presas ao local.

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A suspeita resultou na autorização da Justiça para que os policiais cumprissem três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. A investigação, que dura há dois meses, identificou ao menos quatro vítimas. Três conseguiram escapar e o caso chegou ao conhecimento das autoridades. Todas tinham de 20 a 30 anos e trabalhavam no estabelecimento.

Além do crime de rufianismo, que é quando se tira proveito financeiro da prostituição de outra pessoa, a polícia acredita que o casal responsável mantinha as garotas de programa presas no imóvel por conta das dívidas criadas por eles. Elas tinham de pagar pelos quartos, pelo consumo de bebidas e alimentos e repassar o que ganhavam dos clientes para os dois.

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Algumas já tinham multas de até R$ 10 mil. As vítimas foram levadas à delegacia para prestar depoimento. Do casal, apenas a mulher foi presa e levada a Itajaí, já que o marido, Adelar Antônio Goldoni, está foragido. Ele deveria estar cumprindo 24 anos de prisão pelos crimes de tortura, manter casa de prostituição e estupro.