Denúncia de cães abandonados revelou cenas repugnantes e algo muito pior em cidade de SC

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Cães encontrados mortos em Lages

Local já é conhecido como histórico para abandono na cidade (Foto: Associação Lageana de Proteção aos Animais, Reprodução)

O caso do “cemitério clandestino” de Lages, descoberto na sexta-feira (21), foi antecedido por outra denúncia: moradores alertaram as autoridades que o local servia de “depósito” para cachorros, já que muitos eram abandonados por lá. Quando chegaram ao terreno na antiga BR-2, no entanto, policiais e prefeitura encontraram algo pior. Para além dos animais vivos, havia cerca de 25 mortos.

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Os cadáveres foram localizados dentro de sacos de lixo. Em nota, a prefeitura contou que devido ao avançado estado de decomposição de alguns corpos, optou-se por enterrá-los no mesmo lugar com a ajuda de uma retroescavadeira.

A denúncia de abandonos frequentes chegou ao conhecimento do Centro de Bem-Estar Animal (Cobea) e foi transformada em boletim de ocorrência junto à Polícia Civil e Ministério Público.

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As equipes fizeram os procedimentos necessários, incluindo registros fotográficos e coleta de materiais que poderão contribuir para a investigação. A Polícia Civil já iniciou as diligências e aguarda os resultados dos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do caso e identificar os envolvidos.

A prefeita Carmen Zanotto explicou que o município vai resgatar os animais abandonados. Também serão instaladas câmeras no trecho, com o objetivo de inibir novos casos de abandono, descarte de lixo e eventual depósito irregular de corpos.

É uma situação muito triste e que causa indignação.

Após a conclusão dos trabalhos da Polícia Científica, foi feita a limpeza de toda a via, com a retirada dos corpos dos animais e também do grande volume de lixo encontrado no trecho.

Veja fotos do local

Local é “conhecido” pelos casos de abandono de animais em SC

Segundo a Associação Lageana de Proteção aos Animais (Alpa), a situação no local é complexa e acumula denúncias por conta dos abandonos. Anna Laura, presidente da Alpa, lembra que o primeiro resgate que fez na região foi em 2022, quando atuava como protetora independente.

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Segundo conta ao NSC Total, lá há diversos animais, mas o resgate é complexo: os que ficam mais para dentro da mata são muito ariscos, ou “ferais”, termo usado para quando eles perdem contato com humanos.

“A estrada faz divisa com outro município, então é muito fácil e escondido para que até pessoas de outros municípios descartem animais ali. Transferindo o problema de uma cidade pra outra”, relata. Anna também conta que alguns deles estão castrados ou pelo Cobea ou por iniciativa de moradores.