Donas de clínica clandestina são presas por maus-tratos e polícia descobre plano para abrir outra unidade em SC

Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a clínica, em Schroeder, se dizia de acolhimento para mulheres com dependência química

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Clínica clandestina interditada

Clínica clandestina é interditada em Schroeder (Foto: Polícia Civil de Santa Catarina, Divulgação)

Uma operação resultou na prisão de duas mulheres responsáveis por uma clínica clandestina que funcionava em Schroeder, no bairro Duas Mamas, no Norte catarinense. Ainda, duas mulheres, pacientes, que estavam sem contato com a família foram localizadas durante as investigações. As prisões ocorreram nesta quinta-feira (29), em São Francisco do Sul.

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No momento da prisão, os policiais também identificaram uma nova residência com vários quartos, que seria utilizada para instalar outra clínica clandestina. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, a clínica se dizia de acolhimento para mulheres com dependência química e até o momento, mais de 20 vítimas diretas e indiretas foram identificadas.

O inquérito apurou que familiares eram induzidos a acreditar que a instituição era regularizada e possuía equipe médica especializada. Também foi apurado que além das mensalidades, eram cobrados valores por consultas e exames que não eram realizados.

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Clínica teria se instalado em outros locais

As investigações apontaram que a instituição funcionou em São João Batista e Major Gercino antes de se estabelecer em Schroeder, no bairro Duas Mamas. Após denúncias e fiscalizações, as responsáveis teriam tentado retirar pacientes às escondidas para evitar a ação das autoridades.

Em 15 de outubro de 2026, a clínica foi interditada em uma operação conjunta da Polícia Civil e dos órgãos municipais, após denúncias de irregularidades e violações de direitos humanos. Segundo o escrivão Marco Willians, mulheres saiam da clínica, buscavam o atendimento em saúde do município e não queriam mais retornar a clínica.

“Também foi identificado que a instituição não tinha a documentação necessária para desempenhar aquela função”, disse. “Existem três tipos de internação possível, existe o tratamento de dependência química em comunidades terapêuticas, existe a internação compulsória psiquiátrica e existe a internação compulsória pra dependência química. Cada uma dessas atividades, normalmente não são feitas em um só lugar e exigem requisitos legais diferenciados”, disse.

No caso da comunidade terapêutica, que seria, supostamente a finalidade da clínica investigada, são sempre facultativas as internações. “E mesmo assim necessitam de uma série de acompanhamentos médicos, enfermagem, psiquiátricos, o que não estava ocorrendo”, disse.

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As investigadas são suspeitas de maus-tratos, cárcere privado, internações irregulares e estelionato. Entre as denúncias estão agressões, restrição de contato com familiares, privação de medicamentos e condições inadequadas de alimentação e higiene.

As presas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. A Polícia Civil segue investigando o caso.

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A operação da delegacia de Schroeder contou com o apoio da Delegacia de Polícia de Guaramirim e da DEAM de Jaraguá do Sul. Os trabalhos foram conduzidos pelo Escrivão Marco Willians, responsável pela Delegacia de Schroeder sob a coordenação do Dr. Evandro de Abreu, Delegado Titular da delegacia da comarca de Guaramirim.