Foi presa de forma temporária nesta sexta-feira (31) Maria dos Aflitos, avó das três crianças que morreram após comerem um arroz envenenado com chumbinho no ano novo no Piauí. Ela é mãe de Francisca Maria, que também morreu, e esposa de Francisco de Assis Pereira da Costa, padrasto das crianças e preso como principal suspeito do crime. As informações são do g1.
Clique aqui para receber as notícias do NSC Total pelo Canal do WhatsApp
Ao todo, cinco pessoas morreram e outras cinco, incluindo Francisco, foram hospitalizadas. Maria dos Aflitos não comeu o arroz. Ela foi presa, segundo a Rede Clube, em cumprimento a um mandado de prisão temporária. Outras pessoas da família também devem prestar depoimento.
A ex-nora de Maria dos Aflitos, Maria Jocilene da Silva, também ingeriu o arroz, foi internada e morreu 20 dias após ter recebido alta. Segundo a polícia, ela visitou a casa onde o crime aconteceu, passou mal e precisou ser levada ao hospital. Dois dias depois, ela morreu.
A defesa da mulher não foi localizada até a publicação da reportagem.
Quem são as vítimas
Francisca Maria da Silva, de 32 anos, que morreu na madrugada de terça (7), foi a quarta vítima do envenenamento. Também morreram dois filhos dela, de um ano e três anos, e o irmão dela, de 18. A filha dela, de quatro anos, morreu no dia 21 de janeiro e foi a quinta vítima do episódio. As demais pessoas já receberam alta.
Francisca tinha cinco filhos, sendo que quatro deles morreram por envenenamento. Além dos dois que faleceram após comer o baião de dois (arroz com feijão), outros dois morreram depois de comerem cajus envenenados em agosto de 2024.
Francisco de Assis Pereira da Costa também é o principal suspeito desse crime, após a confirmação de que não havia chumbinho nos cajus ingeridos pelas crianças, que haviam sido oferecidos por Lucélia Maria Gonçalves, até então principal suspeita do crime
O que tinha no arroz
A substância encontrada foi o veneno “terbufós”, da classe dos organofosforados, utilizado como inseticida e nematicida (pragas de plantas). Ele ataca o sistema nervoso central e a comunicação entre músculos, causando tremores, crises convulsivas, falta de ar e cólicas.
Os efeitos aparecem pouco tempo depois da exposição ao veneno, podem deixar sequelas neurológicas e causar a morte.
Leia também
Turista argentino desaparece em rio de SC enquanto viajava para Balneário Camboriú
Carvão e soja lideram ranking de movimentação de cargas em ferrovias de SC
