Um enfermeiro é investigado pelo suposto envolvimento com uma organização criminosa que atua em Santa Catarina. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o profissional teria se aproveitado da atividade de enfermagem para facilitar a entrada de celulares e substâncias entorpecentes no Complexo Prisional de Chapecó.
A investigação foi alvo da Operação “Cura”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (12) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital. Em Chapecó, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Estadual de Organizações Criminosas.
A operação é um desdobramento da Operação “Sodalitas Finis” e busca esclarecer a possível utilização indevida da atividade profissional para beneficiar integrantes de uma facção criminosa ligados ao sistema prisional.
Como o crime aconteceria
Conforme a investigação, o enfermeiro teria ultrapassado os limites legais do exercício da profissão e utilizado sua condição funcional para viabilizar a entrada de materiais ilícitos na unidade prisional.
A suspeita é de que aparelhos celulares e drogas tenham sido levados para dentro do Complexo Prisional de Chapecó escondidos em embalagens de medicamentos e outros produtos destinados aos detentos.
Durante o cumprimento do mandado, materiais foram apreendidos e serão encaminhados à Polícia Científica, responsável pela realização dos exames periciais.
A investigação tramita sob sigilo. Por isso, segundo o MPSC, novas informações poderão ser divulgadas somente após autorização para tornar os autos públicos.
Operação “Cura”
O nome da operação faz referência aos conceitos de cuidado, assistência e proteção associados ao exercício da enfermagem. De acordo com o MPSC, a denominação foi escolhida em alusão à suspeita de que atribuições voltadas à promoção da saúde teriam sido desvirtuadas para facilitar o ingresso clandestino de materiais ilícitos no sistema prisional.
A investigação é conduzida pela 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que desde 1º de julho de 2025 passou a ter abrangência estadual. A unidade atua na investigação e no processamento de crimes relacionados a organizações criminosas em todo o território catarinense.
