Esquema de importação ilegal de cosméticos e medicamentos com núcleo em SC tem R$ 37 milhões bloqueados em operação

Segundo a PF, o núcleo da organização atuava em Tubarão, enquanto o financiador era de Nova Trento

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Operação que bloqueou R$ 37,8 milhões de organização criminosa tem oito mandados cumpridos em SC

Dos 30 mandados expedidos, oito foram cumpridos em Santa Catarina (Foto: PF, Divulgação)

Uma operação da Polícia Federal (PF) mirando uma organização criminosa especializada em importação ilegal de itens cumpriu oito mandados de busca e apreensão em Santa Catarina nesta terça-feira (18): um deles em Nova Trento, na Grande Florianópolis, e sete em Tubarão, no Sul catarinense. Segundo a PF, o núcleo da organização atuava em Tubarão, enquanto o financiador era de Nova Trento.

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A ação, nomeada de Barão da Amizade, tinha objetivo de desarticular a organização, que atuava na comercialização de produtos proibidos no Brasil, além de lavagem do dinheiro obtido com o crime. Deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, a ação ainda contou com apoio da Receita Federal e da Guarda Civil Metropolitana de São Paulo.

Ao todo, foram 30 mandados de busca e apreensão cumpridos nas cidades de São Paulo, Garulhos e Bragança Paulista (SP); Jaguarão (RS), Belo Horizonte (MG) e no Rio de Janeiro (RJ), além dos municípios catarinenses.

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A Justiça Federal de Santa Maria (RS), que expediu os mandados, também determinou o bloqueio de até R$ 37,8 milhões em contas dos investigados, além do sequestro e da indisponibilidade de veículos e de imóveis.

Foram impostas também 65 medidas cautelares, como monitoração eletrônica, proibição de contato entre investigados, restrição para sair da comarca e comparecimento periódico em juízo.

Como funcionava a organização criminosa

Segundo o que foi divulgado pela PF, o grupo importava ilegalmente, principalmente pela fronteira do Brasil com o Uruguai, cosméticos e produtos farmacêuticos cuja importação depende de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ainda conforme a PF, os investigados também seriam responsáveis pela importação ilícita de cigarros eletrônicos por meio da fronteira entre Brasil e Paraguai.

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Para disfarçar o dinheiro obtido com a ação criminosa, os investigados ainda lavavam os valores. Eles poderão responder pelos crimes de organização criminosa, contrabando, descaminho, lavagem de dinheiro e outros delitos eventualmente apurados no decorrer das investigações.